Esperançando

Ontem pintei, mais uma vez, o meu quadrinho de Mendoza. O caminho ao sol, o álamo, a casa, as montanhas, o céu azul escuro.

Quando pintava a casinha, senti que era para o meu menino. Eu menino, com três anos. Esse menino já fez muitas vezes mais três anos. Agora está com 72.

E continua risonho, carinhoso, amigo. Canta, escreve, gosta de ler. Como agora somos dois, ou três, mais alguns, a vida está melhor.

Me mantenho ocupado. Presto atenção ao que escuto e vejo. Isto me anima e me conecta. Me permito desfrutar das coisas boas da vida.

Tenho me tornado uma pessoa que faz e refaz continuamente o seu lugar no mundo. A minha vida tem sido e continua a ser uma constante estratégia de inserção, inclusão social e superação, ressignificação do vivido.

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