Enquanto Bolsonaro sai de cena pela porta dos fundos, Lula desponta como estadista do século 21

Por Gustavo Conde

Os tempos ainda são árduos, mas para quem tem senso de humor, o cenário de vingança poética involuntária viceja no horizonte

A história é mesmo ingrata. Depois de todo o trabalho das elites em criminalizar, desumanizar e barbarizar Lula, o ex-presidente reaparece com força política descomunal que atordoa a tudo e a todos.

De brocha na mão, o nosso “jornalismo profissional”, desidratado intelectual e cognitivamente, segue fingindo que nada tem a ver com o esfarelamento institucional do país. Os institutos de pesquisa lhes esfolam o torso, estampando uma vantagem eleitoral jamais vista para a esquerda brasileira – seguida da miséria proposicional da “terceira via”, a embalagem vagabunda de seus candidatos de estimação e aluguel.

Sergio Moro é um farrapo humano. Um zumbi perambulando sem rumo pelo cemitério hostil dos editoriais conservadores e pela aridez dos perfis abandonados no Twitter. Uma espécie de piada-pronta ambulante incapaz de comentar todo e qualquer assunto levemente conectado aos problemas reais do Brasil. Um fenômeno, um relato de caso, um objeto exótico.

Ciro Gomes, um poço de ressentimento associado a um gigantesco complexo de inferioridade travestido de violência retórica, agoniza em sua ópera negacionista particular. Mais inviável que Ciro, só João Doria, aquele que cativou para si a repulsa generalizada e permanente do eleitor e dos colegas ‘velha-guarda’ de partido – sob o signo da deslealdade canina.

Fonte: Blog do Gustavo Conde

(12/02/2022)

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