Em honra de Dona Marisa Letícia

baldezMorreu Dona Marisa, mulher de Lula. Certamente não suportou a pressão que lhe fizeram e a Lula os poderes institucionais. Não se viu, na história do Brasil, à exceção de Getúlio Vargas, violência institucional tão vigorosa contra um Presidente da República, ou ex-presidente.
Getúlio foi levado ao suicídio e Dona Marisa sofreu um acidente cerebral, um derrame cerebral, ambos duramente acusados, Getúlio por Carlos Lacerda e Dona Marisa e Lula pelo juiz Sérgio Moro, Lacerda mais competente e Moro mais poderoso. Lacerda tinha na retaguarda os militares, principalmente a Aeronáutica, Dona Marisa e Lula, os poderes judiciário e legislativo, com destaque para sua Exª o ilustre Ministro Gilmar Mendes.
Dona Marisa não era política, apenas a mulher politicamente fiel às lutas de seu marido, certamente com gosto e solidário interesse. Lula e Dona Marisa são o símbolo da luta e do enfrentamento de classes, como fora Getúlio depois de democraticamente eleito.
Lula é, ele próprio, o trabalhador que, neste frágil Estado, teve a coragem de desafiar, enfrentar e sair vitorioso, os donos do poder. Um operário presidente do Brasil? Foi demais. E sem revolução. Apenas no voto, só com as armas institucionais da própria burguesia, e fez ele sua sucessora, com o mesmo perfil ético dele.
Não suportaram. Veio o golpe, agora pelos poderes legislativo e principalmente judiciário. Não, não são assassinos, nem eles, nem o Globo, jornal e televisão, dizem eles, não mataram Dona Marisa, dizem eles, foi um aneurisma antigo que se rompeu, dizem eles.
Não se livram porém do julgamento do povo, e o povo, em sua maioria democrática, já as classificou, e a classificação que lhes deu o povo é a que prevalecerá e ficará na história. Todos sabem o que matou Getúlio. Da mesma maneira, a história dirá para as gerações futuras o que matou Dona Marisa.
Como Getúlio, morrendo, entrou para a história, a Senhora Dona Marisa, embora a dor que com sua morte todos os brasileiros de bem sentiram, enriqueceu a história do Brasil.
Lula, agora é lutar, lutar e lutar.

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