Por sua incansável dedicação a causa indígena, Dom Pedro Casaldaliga recebe nesta segunda-feira (17) da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH) o Prêmio Direitos Humanos que tenham trabalho relacionado à causa em todo o país. Outro bispo também será premiado Dom Tomás Balduíno.
Serão premiados trabalhos em diversas categorias, como assistência a pessoas em situação de rua e a crianças e adolescentes, erradicação do trabalho escravo, enfrentamento à violência e à tortura, entre outros.
Casaldaliga, que tem 84 anos e sofre de Mal de Parkinson, assumiu a prelazia de São Félix do Araguaia em 1971 e sempre foi ameaçado por defender índios e trabalhadores rurais.
Conhecido pelo trabalho em comunidades indígenas na região, ele já recebeu diversas ameaças de morte por atuar em defesa do povo xavante na retomada da terra indígena Marãiwatsèdè.
Recentemente Dom Pedro teve que ser retirado de sua casa para local desconhecido depois que uma decisão judicial a favor dos índios Xavante tornou o clima mais tenso na região do Araguia, com o início do processo de desintrução dos não-índios. Há três meses, o setor de inteligência da Polícia Civil do Estado informou o governo federal das ameaças ao bispo.
No entanto em Mato Grosso, ele não é o único bispo da Igreja Católica em situação de risco. Dom Erwin Klautler, da prelazia de São Félix do Xingu e presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), vive sob proteção policial devido a ameaças de madeireiros e fazendeiros.
As homenagens e os prêmios serão entregues no Itamaraty, em Brasília. A solenidade contará com a presença da ministra da SDH, Maria do Rosário. O Prêmio Direito Humanos está na 18ª edição.
Fontes: Redaçăo 24 Horas News / Agęncia Brasil
