
AnnaLuciaGadelha
Eu sou aquela mulher que vive solitária
Não sei qual meu rumo e nem destino
A vida se tornou minha grande adversária
Como posso achar esse mundo divino?
Minh’alma padece na infeliz escuridão
Eu espero a triste morte com ansiedade
Machuca-me esse universo de desilusão
Assim transcorre minha sina de maldade
Que dó! Sempre fui uma mulher invisível
Percorri longos caminhos com apatia
Meu pobre coração sentia assaz agonia
Sou aquela que se acostumou com a dor
Procurou uma migalha de amor e não achou
Sinto grande piedade do que de mim restou
AnnaLuciaGadelha analuciagadelha.pb@gmail.com
(Poema inspirado no soneto “Eu”, de Florbela Espanca)
Ilustração: Alma Desnuda, de Michael Lombard

Desnudar-se em poesia é trazer à tona os sentimentos que estavam escondidos ou sufocados no inconsciente. Nem todo sentimento trazido à superficie será belo, alguns hão que chegam a ser lamúrias sentimentais ou mesmo pensamentos mórbidos, é exatamente o que ocorre com o eu lírico desse poema. Meus cumprimentos pela construção dos seus versos, poetisa.
Obrigada pela leitura sensível e profunda do poema. Ao reconhecer que nem todo sentimento revelado será belo, você demonstra maturidade interpretativa, entendendo que a poesia não precisa se restringir ao belo tradicional, mas pode (e deve) também expressar dor, angústia e inquietação. Abraço, Aldrin
Belíssima inspiração, Anna Lúcia. Que os deuses continuem lhe guiando no caminho das letras.
Que lindo! Fico muito feliz que tenha gostado. Obrigada de coração! Palavras como as suas são combustível para minha escrita. Que a poesia nos una sempre! Abraço
A poesia nos remete a sentimentos e interpretações diversas. Aqui nesta poesia seria ousadia definir algo. Parabéns pela sensível e bela construção.
Maria, fico imensamente tocada com suas palavras. Que bom saber que a poesia encontrou espaço no seu sentir. Obrigada por enxergar beleza onde há entrega. É gratificante saber que a poesia pode tocar de formas tão diversas e profundas. Abraço
Solidão é uma boa companhia
“Solidão é uma boa companhia” revela que estar só pode ser um momento de paz e reencontro consigo mesma. Quando escolhida, a solidão deixa de ser ausência e vira presença, um espaço de escuta, liberdade e autoconhecimento. Às vezes, é no silêncio que a alma fala mais alto. Abraço
Perfeitamente isso. Outro abraço!
Escrever nos permiti relatar sentimentos sentidos ou imaginados. Sua poesia desnuda. Parabéns sempre minha poetisa que muito admiro. Abraços.
Grata por cada palavra que me veste de carinho. Que minha poesia continue sendo espelho e abrigo, para mim, para você, para quem sentir. Seguimos desnudando sentimentos, com alma exposta e coração inteiro. Um forte abraço, Ana
Adorei, muito bom! Acompanhando por aqui
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