O golpe de estado de 2016 restabeleceu o império do arbítrio.
A Constituição foi rasgada.
Uma presidenta honesta foi destituída sem ter cometido qualquer crime.
Um cenário de farsa institucional foi instalado.
Legislativo e judiciário dão a aparência de normalidade.
Alguém que fez apologia pública da tortura tornou-se presidente da nação.
Esta revista é e continuará a ser um espaço de defesa e promoção da vigência plena dos Direitos Humanos.
O nosso trabalho visa suscitar o interesse e a participação das pessoas nesta causa.
Se a vida não for a nossa meta, algo de menor valor vêm se instalar.
A prática é o que nos ilumina.
Uma vida redimida, consequente, coerente com os valores supremos que orientam e dão sentido ao existir.
Precisamos não apenas restabelecer o estado de direito.
É preciso que prossigamos na costura de afetos, na reconstrução da confiança, no fortalecimento dos vínculos solidários.
Mais além de ideologias, ou ainda seguindo esta ou aquela ideologia, o momento exige integridade.
Uma ação humanitária, em que sejamos capazes de ver a necessidade mútua sobre a qual se assenta a vida.
