Comentário: “Depois dizem que não é fascismo”

Do blog do Fazendo Media: “O deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ) criticou duramente as declarações do governador do Rio Sérgio Cabral ao Portal G1. Para o governador, o alto índice de natalidade nos espaços populares é “uma fábrica de produzir marginal”. De Brasília, Chico respondeu:

“O governador não foi eleito para dizer essas sandices. Ao afirmar que crescimento da população pobre é “fábrica de marginal”, o governador Cabral aproxima-se, perigosamente, do pensamento nazi-fascista e racista, eivado de eugenia. Opor “padrão Suécia” x “padrão Zâmbia” é eurocentrismo neocolonialista. Por fim, defender aborto como meio de controle da natalidade dos pobres, por serem estes potenciais criminosos, é justificar políticas de extermínio, inclusive na segurança pública. Além de ofensa às mulheres da Rocinha e de todas as comunidades pobres. Direito à saúde é direito à informação sobre contraceptivos, é direito ao planejamento familiar consciente, é direito à assistência pré-natal, é direito à maternidade, à creche, à educação infantil… a tudo o que os moradores do Leblon e da Suécia têm, e outros não – mas não pelo “crime” de terem nascido!. Portanto, isto é inaceitável! Nem só de dilúvio se afoga o meu Rio de Janeiro”, concluiu o líder do PSOL na Câmara, numa referência à chuva torrencial que atinge o estado.

Segue abaixo a matéria do G1:

Cabral defende aborto contra violência no Rio de Janeiro

O governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), 44 anos, propõe a legalização do aborto como forma de conter a violência no Rio de Janeiro. Em entrevista ao G1 na última segunda (22/10), ele se valeu das teses dos autores de “Freakonomics”, livro dos norte-americanos Steven Levitt e Stephen J. Dubner, que estabelece relação entre a legalização do aborto e a redução da violência nos EUA.

“Tem tudo a ver com violência. Você pega o número de filhos por mãe na Lagoa Rodrigo de Freitas, Tijuca, Méier e Copacabana, é padrão sueco. Agora, pega na Rocinha. É padrão Zâmbia, Gabão. Isso é uma fábrica de produzir marginal”, declarou.

Para o governador, os confrontos com criminosos nas favelas do Rio só vão terminar “quando a ordem pública puder chegar através de várias maneiras, dentre elas com o policial podendo andar fardado em qualquer lugar”. “Enquanto isso não for realidade, continuará havendo confronto. Isso gera morte”, declarou Cabral, na 16ª entrevista da série com governadores no G1.

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