Celebração marca conferência sobre Terapia Comunitária Integrativa

Por Leandro Cipriano, da Agência Saúde

Evento teve música e formatura de 34 servidores nesta técnica

Músicas, obras artísticas da cacoterapia e muita emoção marcaram a Conferência Magna Terapia Comunitária Integrativa (TCI) no Brasil e no mundo, realizada nesta quarta-feira (26) na Secretaria de Saúde. O evento contou com a formatura de 34 servidores, que receberam certificado do curso de Terapia Comunitária Integrativa (TCI), com direito a tapete vermelho e à presença do criador da prática, professor doutor Adalberto Barreto.

O especialista parabenizou os formandos, lembrou dos 33 anos de TCI no Brasil e como seu trabalho, que surgiu em um contexto de vulnerabilidade social em Fortaleza (CE), se difundiu por 26 países, ao longo dessas três décadas. “Nem eu imaginava que iria chegar tão longe”, contou.

 

Para Adalberto, um dos principiais trunfos da Terapia Comunitária é a oportunidade de os participantes que precisam de ajuda criar vínculos nas dinâmicas de grupo, com o suporte dos terapeutas comunitários, de forma a exercitar as emoções e estimular os cuidados solidários. Tudo isso unindo as práticas médicas ao conhecimento popular.

“Mais do que apenas medicamentos, as pessoas precisam de afeto. Quando falo da minha dor e todo mundo no grupo me escuta, isso cria uma força de saúde que ninguém pode imaginar. A Terapia Comunitária existe para criar esse tipo de vínculo e as pessoas se humanizarem”, explicou Barreto.

CELEBRAÇÕES  A formatura também contou com os agradecimentos dos profissionais de saúde responsáveis pela Terapia Comunitária Integrativa no DF; com a homenagem feita por crianças filhas de pais que foram atendidos nos grupos de TCI; e com a entrega de um presente a Adalberto Barreto – o desenho de um pássaro, formado por peças da cacoterapia, carinhosamente chamado de Adalbertus Cacoterapeuticus.

 

O coordenador de Atenção Primária à Saúde, Elissandro Noronha, ressaltou que “momentos como este possam dar frutos e criar mais oportunidades para projetos tão importantes como a Terapia Comunitária”.

DF – No Distrito Federal, a prática é oferecida em 36 espaços de saúde, entre Unidades Básicas de Saúde (UBS), Centros de Atenção Psicossocial (Caps), albergues, hospitais, unidades prisionais e em ambientes escolares.

Um vídeo com os profissionais à frente do trabalho foi apresentado, durante o evento, para explicar aos presentes sobre a forma como as terapias comunitárias são desenvolvidas nas unidades de saúde do DF.

“Nos grupos, as pessoas podem desabafar e metabolizar as emoções vividas no cotidiano. Tanto as que são de experiências difíceis como as agradáveis”, explicou a referência técnica distrital em Terapia Comunitária, Doralice Oliveira. “O principal é: onde as pessoas podem encontrar apoio, a gestão pública oferece, por meio das Práticas Integrativas em Saúde. E a TCI é uma prática, pois proporciona o acolhimento das pessoas”, ressaltou.

CURSO – A instrução teve carga horária de 260 horas/aula e foi destinada a diversas carreiras, entre elas as de médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, técnicos em enfermagem e administrativo, terapeutas ocupacionais e agentes comunitários de saúde.

A certificação foi oferecida pelo Movimento Integrado de Saúde Mental Comunitária do Ceará, Universidade Federal do Ceará e Associação Brasileira de Terapia Comunitária.

Fotos: Mariana Raphael/Saúde-DF

Fonte: Secretaria de Saúde do Distrito Federal  (27-06-2019)

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