A relação entre a ciência econômica e a ecologia tem sido cada vez mais intensa por conta, basicamente, da prerrogativa em torno do crescimento econômico. Essa relação não se desvincula tão facilmente. A necessidade de se buscar o crescimento econômico tem sido um dos pontos mais controversos dessa relação. O fato é que ao longo do tempo, a “conversa” entre a economia e a ecologia não tem sido nada amistosa…
Marcus Eduardo de Oliveira
Crescer, distribuir, prosperar e continuar crescendo sem agredir o meio ambiente. Esse é o desafio mais premente dos dias atuais. Seria isso possível ou pura utopia? Essa discussão é ampla e não se esgota tão facilmente. Conquanto, é impossível fazer uma economia crescer sem produzir na esteira desse acontecimento intensos impactos ambientais com emissão de gás carbônico…
Uma das perguntas que mais ouço fora da sala de aula é: “professor, qual a maneira mais fácil, rápida, prática e menos dolorosa para se livrar das dívidas?”. A resposta, em geral, começa pela prática de três ações essenciais para se obter uma boa saúde financeira: planejamento, comprometimento e disciplina…
Na essência, ambos os especialistas conversam sobre a necessidade de integrar o ser humano numa visão mais abrangente, tanto no contexto da economia quanto dos negócios, envolvendo desde a busca da felicidade à realização plena de cada um, comungando, nesse aspecto, a vida humana e a espiritualidade…
A tradicional receita econômica, numa visão simplista, de curtissímo prazo, tem sido clara: para acabar com a pobreza, distribuir renda e gerar empregos, basta fazer a economia crescer. Será isso verdadeiro? Sendo verdadeiro, haverá um “ponto de quebra” do qual ultrapassar torna-se preocupante e perigoso?
Na compreensão dos processos econômicos contemporâneos, algo de extrema importância não pode escapar da estratégia envolvida na construção dos caminhos que apontam para uma economia solidária (com justiça social equilibrada) e para um modelo de crescimento econômico centralmente sustentável (também com equilíbrio e respeito ao meio ambiente)…
Desigualdade, pobreza, fome, miséria, indigência, crianças e idosos abandonados. Concentração de renda, de terras, de riqueza e de poder. Esquemas de corrupção, instituições públicas desacreditadas, classe política em sua maioria sem mérito, tráfico de influências no Congresso Nacional…
Enquanto escrevo estas linhas, oito crianças menores de cinco anos de idade estão morrendo na Argentina e, dez, no Brasil, vítimas da desnutrição. A realidade socioeconômica continua dolorosa. Mesmo em países desenvolvidos disseminam-se múltiplas formas de desigualdade e de exclusão…
A fome que atinge 1 bilhão de seres humanos (em 2009, um em cada seis habitantes do planeta estava desnutrido) talvez seja a prova mais incontestável que as coisas não andam bem em termos de dignidade e respeito ao próximo. Dizem alguns que temos que produzir mais porque somos muitos. Será isso verdade? Não seria melhor mudarmos o foco: produzir melhor com qualidade, de maneira sustentável?
