Crescimento destrutivo

marcus oliveiraA Ciência Econômica “criou” um tipo de crescimento baseado no consumo destrutivo da natureza e, como resultado, nos entregou um “produto final” chamado aquecimento global – o sintoma mais claro da crise ambiental, resultado de um processo crescente de degradação entrópica da natureza (de matéria e energia) gerada pelo processo de produção industrial que destrói os ecossistemas produzindo emissões crescentes de gases de efeito estufa (GEE)…

Overshoot ecológico

A maior urgência política da nossa época é conter a grave crise ecológica. Essa grave crise, gestada no seio da ecologia, é fruto da distorcida visão social do progresso que faz a humanidade correr tresloucadamente em busca da satisfação ilimitada dos desejos materiais; para isso, põe a roda da economia (atividade produtiva) para girar com mais força e rapidez, expandindo a qualquer custo a máquina de produzir suntuosidades.

Por uma sociedade de sustentação de toda a vida

marcus oliveiraA dinâmica do modo de produção capitalista, em sua íntima relação com a economia, centrada numa visão egoísta (pois privilegia a acumulação individual) e antropocêntrica, na qual o homem pode tudo, inclusive sobrepujar às leis da natureza, produziu um tipo de crescimento econômico dilapidador dos sistemas ecológicos da Terra, da biodiversidade, agredindo os principais serviços ecossistêmicos…

Atividade econômica, atmosfera e termodinâmica

marcus oliveiraVoltando ao início, enquanto o paradigma maior da ciência econômica girar em torno da busca pelo crescimento o limite biofísico será constantemente ferido. Mudar esse princípio é o principal desafio dos próximos tempos. Para tanto, faz-se necessário estabelecer uma economia que opere em sintonia com os princípios da natureza reconhecendo, de antemão, a dependência do sistema econômico em relação à ecologia e à termodinâmica…