A elite brasileira é escravocrata. Serviçal ao Império; ao pobre, hostil

A elite brasileira é escravocrata. Serviçal ao Império; ao pobre, hostil

Cada dia, se faz mais claramente

A indecência da classe dominante

E dos olhos seus males temos diante

De mil modos, oprime nossa gente

E o planeta agride, impunemente

Trata o pobre de traste, imbecil

Sempre Atrás de apanhá-lo em seu ardil

Atraiçoa o povo, sufocam mata

A elite brasileira é escravocrata

Serviçal ao Império; ao pobre, hostil

 

A direita comete hipocrisia

Faz o que lhe apraz o lado extremo

Desde que liberal seja seu remo

O apoio da direita sempre se alia

Ao Império se acosta e se afilia

Ao Rentismo transfere o Brasil

Seu caráter demonstra ser servil

Atraiçoa o Povo, sufoca e mata

A elite brasileira é escravocrata

Serviçal ao Império; ao pobre, hostil

 

Um Congresso eleito, em maioria

Pelo apoio de grandes empresários

Tais eleitos se tornam signatários

È preposto de quem os financia

Aprovando os projetos da burguesia

Relegado se faz setor civil

Sucumbindo a Nação a este ardil

Repetida, a tragédia só maltrata

A elite brasileira é escravocrata

Serviçal ao Império; ao pobre, hostil

 

Paulo Guedes, Alcolumbre, Rodrigo Maia

Diferença não têm substantiva

Reforçando o projeto, o trio ativa

Um projeto classista bem se ensaia

E pra estes os “de baixo” só tem vaia

Os “debaixo” não ganham um só til

E Assim saqueando o Brasil

Flora e fauna destroem, os plutocratas

A elite brasileira é escravocrata

Serviçal ao Império; ao pobre, hostil

 

Isto prova quão frágil é eleição

Se algo muda, é pra ser coisa igual

Não ataca a raiz do próprio mal

Os mais ricos assim só ganharão

O esforço do pobre tornando vão

Sua tática se mostra bem sutil

Eleitores não passam de funil

E assim vão reinando os magnatas

A elite brasileira é escravocrata

Serviçal ao Império; ao pobre, hostil

 

O “lawfare” e estratégias mais vulpinas

Produziram efeitos deletérios

Resultado alterando sem critérios

A Justiça rendeu-se à triste “sina”

E eleitos com fraude, determina

O sistema revela-se tão vil

Cheio de truques, mentiras – um covil

Todo o povo avilta assim destrata

A elite brasileira é escravocrata

Serviçal ao Império; ao pobre, hostil

 

De um lado e do outro, quais figuras

Latifúndio, rentismo, corporações

Todos entes privados nada bons

Zuckerberg, Steve bannon, faces duras

Donald Trump, Bolsonaro – que criaturas!

Guedes, Maia, Alcolumbre – ala civil

Dalagnol, Sales, Moro – cenas mil

Ao Império servil, ó gente “grata”

A elite brasileira é escravocrata

Serviçal ao Império; ao pobre, hostil

 

Patriotas se dizem… longe disso

As riquezas entregam ao capital

Com promessas de troca colossal

Com o’império celebram compromisso

Aos direitos dos pobres são omissos

A instância estrangeira é servil

Prejuízo causando ao Brasil

Sempre arrumam escusas abstratas

A elite brasileira é escravocrata

Serviçal ao Império; ao pobre, hostil

 

Burguesia e elite equiparo

Em que pese alguma diferença

Capital cada uma bem incensa

Pra gerir o sistema tem preparo

Seu intento, porém, é sempre avaro

Se ao pobre dá trinta, retém mil

Transbordante mantém o seu barril

Os sinais de mudança desbarata

A elite brasileira é escravocrata

Serviçal ao Império; ao pobre, hostil

Proprietária dos meios de produção

O sistema controla amplamente

Das ideias, valores toma a frente

Grande mídia, jornais fiéis lhe são

E atua qual dona da nação

Da Justiça parceira – não tão sutil

O Congresso implementa o mesmo ardil

Pão e circo – é assim que ao povo trata

A elite brasileira é escravocrata

Serviçal ao Império; ao pobre, hostil

A saídas buscar somos estados

Eleição já não sendo minha aposta

Não me oponho a quem a ela se acosta

Desde que não a torne em primado

Nossa força provém dos humilhados

Do trabalho de base – setor civil

Junto aos quais já vencemos cenas mil

Nossa história de séculos retrata

A elite brasileira é escravocrata

Serviçal ao Império; ao pobre, hostil

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