A agressão da PM aos docentes no Paraná, e os dois Brasis

O silêncio da chamada “grande” imprensa diante da gravíssima agressão aos trabalhadores na educação no Paraná, que foi uma verdadeira operação de terrorismo de Estado, é preocupante, embora não seja surpreendente. As poucas notícias veiculadas falam em “confronto” dos docentes desarmados com a PM armada até os dentes. Ora, confronto existe entre dois opoentes igualmente armados. Não era o caso.

Obviamente a desinformação faz parte desse Brasil de direita que massacra dia e noite o PT e a corrupção, tentando torná-los sinônimos. É o Brasil que chia por causa da política de cotas que trouxe pobres, negros e índios às universidades públicas.

É o Brasil que reclama porque agora tem que viajar de avião ao lado de pobres que antes viajam somente de ônibus, mesmo nas enormes distâncias que separam as regiões deste país. É o Brasil que chia porque agora não se encontram mais empregadas, que decidiram estudar e optar por melhores empregos com melhores salários.

Cabe se preguntar se esse Brasil do egoísmo classista e racista, que malha cada vez que pode, as políticas de inclusão social como a Bolsa Família, que trouxeram para dentro da cidadania mais de 40 milhões de brasileiros a partir das gestões governamentais do PT, pensa que pode haver algum tipo de paraíso particular para brancos e ricos.

Porque até isso querem privatizar. Um Deus para poucos. Um Deus que abençoe a minha riqueza pessoal, não importa donde possa ser oriunda, se da sonegação fiscal ou das propinas não importa de qual governo. Dois Brasis, podendo ser um só. O silêncio da chamada “grande” imprensa diante da gravíssima agressão aos docentes do Paraná é um péssimo sinal.

As ditaduras nascem e se alimentam dos ódios de classe e dos ódios raciais. Também se alimentam do silêncio e do medo das massas “apolíticas”, que correm para onde o dinheiro e o poder manda. Cuidado. A história pode se repetir, quando não se olha para o passado como uma fonte de ensinamentos.

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