XIII Congresso Brasileiro e Internacional de Terapia Comunitária Integrativa. Celebrando a diversidade, construindo territórios de cuidado e de esperança humana.

O XIII Congresso Brasileiro e Internacional de Terapia Comunitária Integrativa, realizado no Hotel Ocas do Índio em Beberibe–CE, reuniu pessoas de várias partes do Brasil e do mundo em um encontro dedicado à promoção da saúde mental comunitária, do cuidado mútuo, da empatia e da valorização das diferenças.

O congresso foi marcado pela incrível diversidade de seus participantes. Terapeutas, profissionais de saúde, educadores, líderes comunitários e pessoas interessadas no cuidado coletivo vieram de diferentes regiões, culturas e faixas etárias. A pluralidade de histórias, sotaques e modos de ver o mundo enriqueceu cada diálogo, criando um espaço fértil para o respeito, a aprendizagem e a construção conjunta de saberes.

Em cada momento do congresso, os cinco sentidos foram convidados a participar ativamente. Olhares de acolhimento se cruzavam pelos corredores, abraços calorosos selavam encontros e reencontros, aromas típicos da culinária cearense permeavam os ambientes, sons de risos e músicas regionais ecoavam durante as atividades, e sabores locais tornavam cada refeição uma celebração da vida. Essas experiências sensoriais fortaleceram os laços entre os presentes e tornaram o evento profundamente humano e memorável.

O cuidado mútuo foi a essência do congresso. Cada participante, ao compartilhar suas vivências e escutar o outro, contribuiu para a criação de um território seguro para expressar emoções, medos e sonhos. A esperança renasceu em cada roda de conversa, nas oficinas e nas práticas integrativas, mostrando que, mesmo diante das adversidades, é possível construir juntos um futuro mais compassivo e solidário.

A sensação de pertencimento à tribo humana esteve presente em todos os momentos. O reconhecimento das diferenças — sejam culturais, sociais ou individuais — foi celebrado como força e não como barreira. O congresso reforçou que somos todos viajantes de uma mesma jornada, onde a empatia e o acolhimento podem transformar realidades e promover saúde integral.

Os terapeutas comunitários presentes reafirmaram seu propósito: cuidar de si para poder cuidar do outro, exercitar a empatia verdadeira, acolher sem julgamentos e valorizar o outro pelo que ele é. A prática do autocuidado foi vivenciada como fundamental para sustentar o trabalho coletivo, promovendo saúde emocional e resiliência nas comunidades.

A gratidão foi sentimento unânime entre os participantes, expressa nos depoimentos emocionados e nos olhares brilhantes. O congresso inspirou a todos a levar adiante a missão de compartilhar esperança, promover espaços de escuta e cuidados e construir pontes entre diferentes realidades. A essência do encontro permanece viva, motivando o compromisso de irradiar luz e esperança nas comunidades, especialmente onde a dor e a exclusão ainda insistem em existir.

O XIII Congresso Brasileiro e Internacional de Terapia Comunitária Integrativa foi mais do que um evento: foi uma manifestação de esperança, luz e humanidade, reafirmando o compromisso coletivo de construir comunidades melhores, mais inclusivas e saudáveis. Que essa experiência continue a inspirar cada participante, que a luz compartilhada se irradie, levando acolhimento e pertencimento a todos os cantos da tribo humana.

Ilustração: “Arco-íris”

Um comentário sobre “XIII Congresso Brasileiro e Internacional de Terapia Comunitária Integrativa. Celebrando a diversidade, construindo territórios de cuidado e de esperança humana.”

  1. Tocante, e profundamente verdadeiro, este resgate, esta síntese integrada e integradora, do que foi e continua sendo, o congresso da TCI. Uma história da qual venho sendo parte, e por isso me admira e prezo com sentimento profundo, o crescimento deste movimento de características includentes, promotor da vida humana em plenitude. Uma frase em particular, me chama a atenção: “a missão de compartilhar esperança, promover espaços de escuta e cuidados e construir pontes entre diferentes realidades.” Renovar a vida, refazer o sentido do estar aqui. Um desafio que agora não encaro mais sozinho, mas em companhia poderosa. Gente em movimento.

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