Unidos por Vitória Barreto (3)

A deputada federal e pré-candidata ao Senado Erika Kokay, através de sua bancada do PT na Câmara Federal, esteve envolvida desde o início com a busca pelo paradeiro da psicóloga Vitória Barreto. No vídeo abaixo, ela aparece com o assessor da Câmara dos Deputados Marivaldo Pereira, onde esclarecem quais providências têm sido tomadas nesse sentido.

Na intenção de atualizar os leitores desta revista sobre os últimos acontecimentos relacionados ao desaparecimento de Vitória Barreto, transcrevemos, também, a seguir, a seguinte nota do caderno Passarela do jormal cearense O POVO, de 28/03/2026, com uma reflexão do médico psiquiatra – e tio de Vitória – Adalberto Barreto:

A família da cearense e psicóloga Vitória Barreto, que desapareceu em viagem de estudos na Inglaterra, já está exausta diante das buscas que hoje atingem o 23º dia sem êxito. Sabe-se que Anna Granger, líder da polícia de Essex, esteve ontem com a família, online, e revelou que as buscas físicas de Vitória não fazem mais sentido, já que não há mais área a ser buscada – ar, água e terra foram completamente cobertos durante 17 dias e ela não foi encontrada.

O médico Adalberto Barreto, tio de Vitória, diante de toda a situação de expectativa e muita tristeza, conseguiu fazer outra avaliação sobre este fato. Em seu perfil de um profissional da saúde, estudioso da mente e da espiritualidade, e de vicências sobre o sonho lúcido, faz uma reflexão sobre o desaparecimento que acontece com todos nós em muitas outras situações da vida. Vamos ler e acompanhar, atentamente:

“Eu, Adalberto, tenho aproveitado o caso da Vitória para refletir sobre os nossos desaparecimentos. Eu também desapareço, quando eu viro ausência. Eu desapareço quando aceito calado menos do que preciso. Quando silencio o que mexe comigo. Quando me torno indiferente aos maus-tratos que recebo, como se fosse normal.

Eu desapareço”, prossegue, “quando me isolo em bolhas de desinformação, só para não encarar a dura realidade. Quando não faço perguntas aos outros – nem a mim mesmo. Quando finjo que não vejo, que não ouvi, que não estou ali Às vezes, eu rio do que me fere para não chorar, para esconder meu sofrimento. Às vezes, viro produtividade para merecer e receber afeto. Às vezes, meu ‘tô bem’ é só uma senha para encerrar o assunto e me desconectar.

Esses são os micros desaparecimentos: ninguém registra, mas eles somam. E, somados, pesam e como pesam.

Tem dia que o fardo não cabe no corpo. Não é só falta de sono, de ânimo ou de apetite. É excesso de responsabilidade. É a vida pedindo firmeza quando a gente já não aguenta mais. O cansaço chega e muda a escala das coisas. O simples vira impossível. E desaparecer parece um jeito torto de suspender a cobrança. Nem que seja por um minuto ou até dias”, conclui o médico psiquiatra e escritor Adalberto Barreto.”

Fonte do vídeo: https://www.instagram.com/direct/t/17846699133160016/ e https://www.instagram.com/p/DWb_AkJEbTI/

 

Convocamos os brasileiros e brasileiras a pressionarem, nessa página do Facebook, o Consulado-Geral do Brasil em Londres a tomar um posicionamento firme em favor de Vitória Figueiredo Barreto:

https://www.facebook.com/story.php?story_fbid=1348163684022677&id=100064871732194&mibextid=wwXIfr&rdid=uWTOmmyw8kEHH7jv#

Postagem sugerida pela Terapeuta Comunitária Integrativa Sarah Maria Coelho de Souza.

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