Sobre o desaparecimento de um bairro, destruído pelo prefeito Eduardo Paes

Ladeira dos Tabajaras, por Sindia Santos“Esse é o relato do desaparecimento de um bairro, destruído pelo prefeito Eduardo Paes em nome das remoções em área não de risco, mas de rico. Áreas visadas pelo setor da construção há muito tempo.

O bairro é apagado, mas não só em nome da especulação imobiliária, mas também porque lá, como em várias favelas do Rio, se vive de forma coletiva. Cada casa nos Tabajaras foi construída por seus moradores, um ajudando o outro.

Divulguem para o maior numero possível de pessoas em 24 horas. Essa é a Operação Enxame, a favor da vida criativa, contra a vida uniformizada, em guerra contra as remoções!”

Leia aqui matéria de Sindia Santos.

Comunidade Ladeira dos Tabajaras: Ação Civil Pública contra Prefeitura

O Núcleo de Terras e Habitação da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro irá ajuizar hoje (quinta 05) uma Ação Civil Pública em face do Município do Rio de Janeiro em favor da comunidade Ladeira dos Tabajaras 1014 (estradinha).

Na ação será questionado o procedimento de demolição de centenas de casas realizado pela Prefeitura, que tem gerado uma série de transtornos aos moradores, como danos em casas geminadas, não recolhimento de entulhos e resíduos de obras, corte no fornecimento de serviços básicos, queda de pedras e riscos de desabamento do material acumulado no local.

Os fatos foram comprovados por relatório assinado por engenheiro sanitarista da Fiocruz e por parecer do Ministério Publico Estadual. Em protesto contra tais práticas abusivas, os moradores da comunidade, organizados na Associação de Moradores Tabajaras de Botafogo, vão se reunir em frente ao Fórum, na própria quinta (05), às 13hs.

Tragédia no Rio: quem escolhe o risco?

Boa parte das conversas de cariocas e fluminenses nas mesas de bar, nas bancas de jornal ou no jantar em família, nos últimos dias, têm sido pautadas pela discussão sobre se é ou não razoável insistir em morar numa casa construída em área de risco. Como se houvesse uma fronteira perfeitamente demarcada entre risco e não-risco. Caminhar pelas encostas do Borel, guiada por moradores que vão explicando o mapa caótico dos vários programas de urbanização das favelas, é uma aula e tanto sobre a imprecisão dessas fronteiras.