As recentes campanhas eleitorais tornaram-se arenas sofisticadas de disputas simbólicas, emocionais e programáticas. Diferentes projetos políticos buscam legitimação junto ao eleitorado. Nesse contexto, observa-se uma diferença recorrente entre o modo como os partidos de direita e os progressistas estruturam suas mensagens e mobilizam o eleitorado.
propaganda
Em campanhas políticas, raramente vence quem apresenta apenas os melhores dados ou os planos mais bem estruturados. Ganha quem consegue tocar zonas profundas da psique coletiva. Bandeiras, cores, gestos, slogans, músicas e imagens não são meros adornos publicitários: são símbolos. E o símbolo, como já ensinaram Sigmund Freud e Joseph Campbell, fala diretamente ao inconsciente.
Todas as seções dos grandes jornais contemporâneos poderiam ser resumidas em apenas três: 1. Disseminação do medo coletivo. (com propagandas) 2. Banalidades e frivolidades. (com propagandas) 3. Propaganda. (com disseminação do medo, frivolidades e banalidades)…
Enquanto o capitalismo (bem identificado, diga-se, com instituições e atores sociais) segue desrespeitando diariamente milhares de pessoas, com suas falsas promessas, sínteses inverídicas são vendidas como “alternativa”, como se a redução imediata do consumo não fosse a única hipótese de mudança dos rumos destrutivos do sistema




