“Quem acaba fazendo a fiscalização é a própria empresa”, critica liderança do MAB sobre a Samarco

Para o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), é preciso pensar um plano popular que dê poder de escolha aos atingidos. Segundo Talita Silva, da direção estadual do MAB em Minas Gerais, a empresa está decidindo pelos afetados e falta participação social nas deliberações. Para ela, só potencializando a economia local é possível sair da dependência que a extração de minério causa aos territórios.

“Precisamos debater o modelo da mega mineração no Brasil”, afirma geógrafo em relação à Samarco

Logo após à tragédia, Eduardo Barcelos, da Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB), foi a Mariana e cidades vizinhas observar o que havia ocorrido na região. Um dos organizadores da Caravana Territorial, Barcelos denuncia a falta de participação das comunidades nas decisões do futuro dos povos atingidos e explica o que chama de minero dependência. Segundo ele, o modelo predatório de extração mineral em grande escala chegou ao seu apogeu com essa tragédia e precisa ser repensado.