A longa despedida da ditadura

O Brasil precisa se livrar da ditadura militar, mas não antes de dissecá-la e neutralizar-lhe as sementes. Os militares de hoje não podem ser obrigados a defender gente como o coronel Brilhante Ustra, o carniceiro do DOI-CODI de São Paulo, nem o capitão Wilson Machado, vítima mutilada pela própria bomba que pretendia explodir, em 1º de maio de 1981, durante um show de música no Riocentro, onde milhares de pessoas comemoravam o Dia do Trabalho. Um Exército que dá guarida e, pior, se orgulha de gente assim não precisa de mais armamento. Precisa de ar puro. O artigo é de Leandro Fortes.

Democracia e Direitos Humanos

Este artigo desafia a afirmação de alguns inimigos do refúgio político, segundo a qual nos países democráticos não existe perseguição. Usando fontes de ONGs conhecidas e agências respeitadas, mostro que em Europa se praticam grande abusos aos Direitos Humanos, e que nas duas mais sólidas e antigas democracias da América Latina, México e Colômbia se cometem crimes de estado iguais que durante a ditadura brasileira.