Governo do Irã prende mais bahá’ís sob falsas acusações

Os sete líderes bahá'ís e ex-membros do Yarán, grupo de representação bahá'í banido pelo governo iraniano: Sra. Fariba Kamalabadi; Sr. Jamaloddin Khanjani; Sr. Afif Naeimi; Sr. Saeid Rezaie; Sr. Behrouz Tavakkoli; Sr. Vahid Tizfahm e Sra. Mahvash Sabet. Clique na imagem para ampliar.
Os sete líderes bahá'ís e ex-membros do Yarán, grupo de representação bahá'í banido pelo governo iraniano: Sra. Fariba Kamalabadi; Sr. Jamaloddin Khanjani; Sr. Afif Naeimi; Sr. Saeid Rezaie; Sr. Behrouz Tavakkoli; Sr. Vahid Tizfahm e Sra. Mahvash Sabet.

Comunidade Bahá’í Internacional rejeita alegações de que os bahá’ís presos tinham armas em casa

A Comunidade Internacional Bahá’í rejeitou categoricamente as novas alegações por parte do governo iraniano de que armas e munições teriam sido encontradas nas casas de mais 13 bahá’ís, presos em suas casas em Teerã no dia três de janeiro.

“Os bahá’ís são comprometidos com os princípios mais básicos de sua fé, a não-violência absoluta, e qualquer acusação de que poderiam ter armas ou munições em suas casas é simples e completamente inacreditável”, afirmou Diane Ala’i, representante da Comunidade Bahá’í Internacional para as Nações Unidas em Genebra. “Sem dúvida, estas são mentiras sem fundamento plantadas pelo governo para criar ainda mais uma atmosfera de preconceito e ódio contra a comunidade bahá’í iraniana”.

Por todo o mundo, os bahá’ís são conhecidos por suas atividades no campo do desenvolvimento e promoção dos direitos humanos. Em outubro passado, o Secretário Geral da Onu, Ban Ki-moon, criticou a perseguição dos bahá’ís no Irã em um relatório de 19 páginas, que teve aprovação final na Assembléia Geral da ONU em dezembro de 2009. Não só a comunidade internacional ligada aos direitos humanos está observando essa perseguição, mas a mídia, como mostra a matéria publicada no site americano da CNN, e o ministro das relações exteriores do Canadá.

Um dos exemplos do reconhecimento internacional da natureza absolutamente pacífica de suas atividades está no fato de a Comunidade Bahá’í do Brasil ter recebido da Assembléia Geral da ONU, em 1987, o prêmio Mensageiro da Paz em reconhecimento pela significante contribuição ao programa e objetivos do Ano Internacional da Paz. “Tem credibilidade o que o governo iraniano está anunciando? Não é essa a tática de todo déspota a de plantar evidências na casa de seus perseguidos e anunciar ao mundo as suas ‘descobertas’?”, questiona Iradj Roberto Eghrari, representante da Comunidade Bahá’í do Brasil.

Na sexta-feira, dia 08 de janeiro, agências de notícias informaram que o procurador-geral de Teerã, Abbas Dolatabadi Jafari, disse que os bahá’ís detidos “foram presos porque eles desempenharam um papel na organização dos protestos da Ashura e especificamente por terem enviado para o exterior imagens da agitação”. Segundo a Agence France Presse, Dolatabadi disse que “eles não foram presos porque são bahá’ís”, mas porque “armas e munições foram apreendidos nas casas de alguns deles.”

Ala’i também rejeitou as afirmações de que os bahá’ís estavam envolvidos no planejamento das manifestações da Ashura, ou em qualquer atividade violenta ou subversiva relacionada com a recente turbulência no Irã.

Três deles foram liberados, mas 10 permanecem detidos na prisão de Evin. São eles: Leva Khanjani, neta de Jamaloddin Khanjani, e seu marido, Babak Mobasher; Jinous Sobhani, ex-secretária da Sra. Shirin Ebadi (principal representante do escritório de advocacia que está defendendo as sete lideranças presas), e seu marido Artin Ghazanfari; os irmãos Mehran Rowhani e Farid Rowhani; Payam Fanaian; Nikav Hoveydaie e Ebrahim Shadmehr e seu filho, Zavosh Shadmehr.

“Estamos particularmente preocupados com o fato de que estas acusações surgiram apenas alguns dias antes do julgamento de sete líderes bahá’ís, mantidos trancafiados por quase dois anos sob acusações igualmente infundadas”, disse ela. Os sete são: a Sra. Fariba Kamalabadi, o Sr. Jamaloddin Khanjani, Sr. Afif Naeimi, Sr. Saeid Rezaie, Sra. Mahvash Sabet, o Sr. Behrouz Tavakkoli, e o Sr. Vahid Tizfahm.

“Nos últimos 30 anos, os bahá’ís iranianos foram submetidos às piores formas de perseguição, desde a execução arbitrária até a exclusão de seus filhos da escola”, disse Ala’i. “No entanto, eles responderam somente de maneira pacífica e legal”.

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