Tecendo juntos

Em algum sentido, o dia verdadeiramente começava no instante em que começavas a pôr palavras na folha. Agora lembravas da jornada da manhã. A defesa da dissertação de mestrado de Mariana Albernaz. Enquanto ela falava ias refazendo a tua própria história. Priscilla. Renata. Samilla. Verbena. Lorena. Lagoa Seca, 2012. A mãe de Mariana trazendo como lembrança para a filha, os primeiros escritos da menina, que queria ser um livro. Exercitante. Vias os rostos dos membros da banca. Maria, Arnoldo, Djair. Na fala de Mariana, a Terapia Comunitária Integrativa com usuários e familiares do CAPS Caminhar, de João Pessoa.

Voltava a tua própria história. Pai, mãe, avôs, avós, tias, irmãos, filhos. Toda tua história voltava até o presente. Então fazia sentido, faz sentido fazer parte, ser parte dessa teia. Vias os rostos da irmã Ana, Lucineide. Tanta gente, não lembrarias de todos os nomes agora. Mas lembravas do Colégio Marista. Pirambu. Adalberto Barreto. Tudo voltava. Tuas jornadas como jovem estudante. Mendoza. Argentina. Os sonhos coletivos de uma Argentina sem fome, sem violência, sem dominação. Tudo voltava, e tu ias voltando também. A mangueira na porta do PPGENF-UFPB. O bolo de morango. As risadas. Salgadinhos. Refrigerantes. Elisângela. Rinaldo. Marina. Lembravas de tantas jornadas juntos. O pai de Mariana. As flores. O orgulho. Que mais  dirias? Uma alegria no peito. A jornada prossegue.

Foto: formação em TCI em Lagoa Seca, PB, 2012

 

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