Somando

downloadTenho pensado que não é muito o que estou fazendo para contribuir para barrar o golpe de Estado. Não é muito, sei. Mas é o que posso fazer.

Sei que por todo este Brasil afora, tem muita gente resistindo como eu. Isto é uma força. Não sei se esta força será capaz de trazer a democracia de volta e aperfeiçoá-la. Não sei se toda esta unidade nacional de movimentos sociais, sindicatos, organizações e pessoas, será capaz de defender como é devido, o que tanto esforço custou para construir.

Os direitos sociais universalizados, os direitos trabalhistas, os direitos humanos. O respeito às minorias e às maiorias. Todo este vasto e laborioso sonho real que nos foi dado viver e que vai prosseguir. Não importa se o golpe vence ou é vencido. Nem sempre se joga para ganhar. Às vezes jogamos porque apenas temos que jogar. Não podemos nos omitir.

Em todo caso, alguma força se renova. Alguma esperança se fortalece. Tentamos aprender com os erros. Não delegar tanto nas estruturas partidárias e estatais. Mais democracia na base. Mais horizontalidade. Mais redes solidárias. Mais empenho na construção diária de espaços de liberdade, participação, decisão, cidadania e responsabilidade.

Há toda uma esfera de vida que está nas nossas mãos preservar e potencializar, expandir e fortalecer. O golpe tem me acordado para a relevância do miúdo, esse mundo mínimo em que vivo, feito de rostos que vejo e conheço. Reconheço. Me espelho nessa vasta humanidade que age e trabalha, planta e colhe. Espera não apenas por esperar, mas com esperança e ação.

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