Sobre mídia, política e eleições

0.5) No Twitter: @MarceloSallesJ
1) Entramos no último mês de campanha com ampla vantagem de Dilma sobre Serra, em que as pesquisas de intenção de voto apontam até uma vitória em 1º turno. A candidata do PT tem pelo menos três grandes trunfos, que vão ajudá-la a manter a dianteira: o primeiro é a avaliação positiva do governo que representa, que beira 80%. Isso inclui percepções positivas sobre aumento do emprego e redução da miséria/pobreza. O segundo trunfo é o maior tempo de rádio e TV, com uma média de dez minutos contra sete de Serra. Por fim, Dilma e o PT contam com o apoio da maioria dos prefeitos.
Esse quadro garante, tecnicamente, a vitória de Dilma. Não existem, no horizonte, fatos objetivos, concretos, que se sobreponha aos trunfos que Dilma tem na manga.
Por outro lado, há que se ter em mente que uma eleição não é um fato estritamente técnico, mas eminentemente político. Isso significa que um fato político de grande proporção, que receba ampla divulgação dos meios de comunicação de massa, poderá causar um impacto significativo no quadro eleitoral.
Na vida recente brasileira vimos isso acontecer pelo menos três vezes. Além da histórica edição do debate entre Lula e Collor em 1989, tivemos o caso Lunus, que tirou Roseana Sarney do páreo em 2002, e o “escândalo dos aloprados”, que ajudou a levar a disputa para o 2º turno em 2006. Todos eles foram amplamente expostos pela mídia, cuja união indissolúvel em torno da pauta impôs uma versão única dos fatos.
Conhecendo a estrutura dos meios de comunicação de massa no Brasil e a sanha golpista da direita que vem caindo nas pesquisa, não convém baixar a guarda.
2) Pena os demais candidatos da esquerda não terem conseguido ampliar sua presença nos debates, o que decorre em grande parte do isolamento provocado pelas corporações de mídia. Pena também seus candidatos não receberem o apoio de mais eleitores, o que decorre de inúmeros fatores externos aos partidos, mas também ao fato de que sua aproximação com o povão ainda é muito tímida e da falta de união entre eles (os partidos de esquerda). São três fatos políticos a serem considerados nos próximos anos.
3) Na edição desta segunda-feira (30), O Globo saiu com mais uma matéria na linha “Dilma canta vitória antes do tempo”, apesar de ela já ter negado tantas vezes. Na página 10, a matéria principal chegou a comparar a posição da petista com a de FHC, que em 1985 se deixou fotografar na cadeira de prefeito de São Paulo e terminou perdendo para Jânio Quadros. O parágrafo dizia o seguinte: “Em 1985, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, então candidato a prefeito de São Paulo e líder nas pesquisas de intenção de voto, atendeu a um pedido dos fotógrafos e se sentou na cadeira de prefeito antes da eleição. Ele acabou sendo derrotado por Jânio Quadros”. O curioso é que nem todos os exemplares do Globo desta segunda-feira saíram com esse trecho. Eu tive a oportunidade de ler as duas edições, uma com e outra sem o texto. Ao que parece, alguém mandou parar as máquinas para suprimir este parágrafo. Por que isso teria acontecido?

3 comentários sobre “Sobre mídia, política e eleições”

  1. O que estão fazendo acusando sem provas é GOLPE e a mídia PIG é co-autora do golpe. não podemos ficar reféns de mentiras e inreresses espúrios como o que vimos ontem nos telejornais é que estão bombardeando esse fato que é meramente policial e administrativo, pois dados sigilosos se compra no centro de SP.
    A justiça e o Ministério público Federal e Eleitoral devem tomar providências urgentes, pois eleição é para se discutir planos de governos, fazer política em prol da nação.

  2. vamos dar as exequias politicas a jose serra no dia 4 de outubro, pois a morte politica de serra e do psdb ocorrera no dia 3 de outubro. que descansem no tormento.

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