Servidores públicos federais em greve: Chega de enrolação, negocia Dilma!

A plenária dos servidores públicos, realizada na manhã desta sexta-feira (20) no acampamento montado na Esplanada dos Ministérios, avaliou como extremamente positivas as atividades desta semana, como a Marcha a Brasília, realizada nessa quarta-feira (18). Também nesta semana foi realizada a obstrução das entradas do Ministério do Planejamento, o que levou o secretário de Relações do Trabalho, Sérgio Mendonça, e o secretário executivo adjunto da pasta, Valter Correia da Silva, a receberem lideranças dos servidores públicos.

Na avaliação da plenária, os servidores têm fôlego para continuar a greve, que vem crescendo na base da Condsef (hoje mais de 26 categorias de 25 estados e do Distrito Federal estão com as atividades paralisadas), do Assibge-SN, das agências reguladoras e da Fenajufe, entre outras. “Há um processo crescente de insatisfação com a enrolação do governo e a cada dia, mesmo nas categorias refratárias à greve, a mobilização tem aumentado”, avalia o 1º vice-presidente da Regional Nordeste II, Josevaldo Cunha.

Durante a plenária foi aprovada moção de apoio à luta dos trabalhadores espanhóis, que recentemente sofreram cortes em seus direitos.

Dia Nacional de Luta
Durante a plenária, foi deliberado que o Dia Nacional de Luta, a ser realizado em a 31 de julho. Neste dia, as três centrais sindicais que estão apoiando a greve dos servidores ─ CSP Conlutas, CUT e CTB ─ vão convocar todas as entidades filiadas a realizarem atos públicos em defesa da pauta dos servidores.

O Dia Nacional de Luta terá como palavra de ordem “Chega de enrolação, negocia Dilma!” e terá como objetivo levar o governo a reabrir as negociações com os servidores em cima dos sete pontos da pauta geral. “Queremos que o governo efetivamente negocie com o conjunto dos servidores”, afirmou Cunha.

Os pontos da pauta geral unificada são os seguintes:

Definição da data-base (1º de maio).
Política salarial permanente com reposição inflacionária, valorização do salário base e incorporação das gratificações, o que implica num reajuste emergencial de 22,08%.
Cumprimento por parte do governo dos acordos e protocolos de intenções firmados.
Contra qualquer reforma que retire direitos dos trabalhadores.
Retirada dos PL, MP e decretos contrários aos interesses dos servidores públicos.
Paridade e integralidade entre ativos, aposentados e pensionistas.
Reajuste dos benefícios.

Fonte: ANDES-SN.

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