Saúde do DF busca maior aproximação com homossexuais e travestis

O Distrito Federal conclui hoje a elaboração do Plano de Enfrentamento da Epidemia de Aids e das DST entre Gays, Homens que fazem Sexo com Homens (HSH) e Travestis. O texto prevê a descentralização de atividades de prevenção de DST e aids do Plano Piloto para outras cidades do DF. A proposta de melhoria no atendimento às populações vulneráveis está sendo discutida entre a Gerência de DST e Aids do DF e representantes da sociedade civil. A oficina para a operacionalização do plano será realizada na Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC), das 8h30 às 17h.

Na avaliação do presidente do Estruturação, Milton Santos, uma das grandes contribuições do documento é incluir ações voltadas para esse segmento no Plano de Ações e Metas (PAM) do DF. “As mobilizações podem deixar de ser superficiais e passarem a ser específicas”, observa. Para Vera Lopes, da Unidade de Prevenção do Programa Nacional de DST e Aids (PN DST e Aids), a Gerência de DST e Aids do DF já deu um passo nessa direção. “O PAM 2009 do DF apresentado ao Programa Nacional (de DST e Aids) esta semana prevê a destinação de R$ 20 mil para a realização de oficinas com organizações não-governamentais que trabalham com HSH”, adianta.

A incidência de aids para HSH é 11 vezes maior do que entre homens heterossexuais. Em pesquisa realizada sobre atitudes e práticas na população brasileira em 2004 (PCAP-BR), a população de gays e outros HSH de 15 a 49 anos de idade foi estimada 1,5 milhões de pessoas, equivalente a 3,2%, da população geral. Com essa estimativa de base populacional dos HSH foi possível calcular a incidência de aids nesse segmento que, em 2004, foi estimada em 226,5 por 100 mil HSH. Neste mesmo ano, a taxa de incidência para a população geral foi de 19,5 casos por 100 mil habitantes. Dados da Gerência de DST e Aids do DF mostram que do total de casos de aids notificados em 2008 no DF entre homens, 46% (78) foram por transmissão homossexual ou bissexual.

“O DF tem uma rede de serviço bem estruturada e o plano vai ajudar a mobilizar gestor local e diferentes parceiros na melhoria da prevenção, diagnóstico e assistência a DST e aids e diminuir a vulnerabilidade de gays, HSH e travestis à epidemia”, avalia Vera. De acordo com a técnica, Asa Norte, Cruzeiro, Estrutural e Guará registram o maior número de casos de aids no DF. “Uma forma de fortalecer a discussão é por meio das ações realizadas nas 58 escolas que integram o projeto Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE) no DF”, sugere.

Quinze estados estão com seus planos de enfrentamento prontos. As propostas variam conforme a realidade de cada região. No Sudeste, as ações apresentadas no plano dos estados visam a enfrentar o preconceito. No Norte e Nordeste, a preocupação é com o acesso à informação e atendimento.

Mais informações
Programa Nacional de DST e Aids
Assessoria de imprensa
Telefone: 3448-8106 / 8088 / 8100 / 8090
e-mail: imprensa@aids.gov.br
site: www.aids.gov.br

Deixe uma resposta