Reforçar as redes solidárias

O Brasil se encontra sob um regime de governo ilegal, ilegítimo e inconstitucional. O golpe de estado de 2016, que destituiu a Presidenta eleita Dilma Rousseff, gerou o atual estado de coisas.

O fato de estarmos sob uma situação em que a ordem social e política carece do resguardo da legalidade e do respeito aos Direitos Humanos, sociais, laborais e ambientais, certamente estabelece limites para a ação cidadã.

A experiência ensina, no entanto, que é justamente quando se estabelecem regimes de terror e abuso de poder, que surgem possibilidades de recuperação de um papel protagônico construtivo da parte da cidadania.

A fachada pseudo-democrática de um legislativo dócil aos desmandos de um executivo claramente incapaz e um judiciário não menos amarrado ao esquema golpista vigente, são alertas que devem nos orientar no sentido de agirmos ainda com mais determinação e responsabilidade, nos terrenos em que a ação cidadã é imprescindível.

Não se pode deixar a vida diária em mãos de estruturas em tudo avessas ao humano. A educação, a saúde mental, a proteção às pessoas mais vulneráveis, devem continuar a ser o alvo da nossa ação cotidiana consistente e eficiente.

Mais além de ideologias (e também aquém de toda ideologia) prossegue a vida. O respirar que nenhum regime é capaz de sequestrar.

O retorno do Brasil ao império da Constituição, a justiça e a legalidade, deverá ser acompanhado de um reforço e revitalização das redes solidárias que preservam e protegem o ser humano.

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