Que tempo é esse?

Tempo sem memória, sem história, sem filosofia, sem educação, sem arte, sem respeito. Que tempo é esse? Isto é coisa nova ou coisa velha? É coisa velha. Velha demais até. Já era velha quando eu nasci e a impunidade se escondia por trás de rostos e palavreados pseudoespirituais.

Aprendi por mim mesmo que apenas poderia me recuperar se fosse suficientemente decidido como para continuar insistindo. Consegui. Pela segunda vez neste tempo de confinamento e rodas virtuais de TCI, fui anistiado. Perdoado. Inocentado. Eu não tive culpa. Uma criança não têm culpa por ser abusada. Os abusos têm muitas modalidades.

Têm os abusos físicos, mentais ou psicológicos, emocionais. É a “sociedade” assassina. Venham morrer que o paraíso lhes aguarda depois do túmulo. É a sociedade canalha. Hipócrita. Apenas ganhei mais força para continuar a combater até o fim. Sabendo que o combate é mais interno e em volta do que propriamente fora. É no imediato e em mim.

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