Qué sociedade queremos?

A queda da democracia é sempre lastimável. Lamentabilíssima.

Perigoso o tempo que se caracteriza pela violação das liberdades e direitos que a Constituição garantizava. Não há segurança nem respeito às pessoas, nem aos setores sociais mais vulneráveis, que passam a ser explorados e agredidos sem piedade nem contenção. A cidadania se mobiliza para restabelecer a ordem. As autoridades, com poucas exceções, fazem parte da manobra da queda da democracia.

Muitos se admiram de que existam tantas pessoas contrárias à continuidade da ordem democrática. Pessoas que aplaudem a perseguição política, o uso indevido, arbitrário, do aparelho do estado e da força policial. Pessoas que concordam com a exclusão social, a divisão da sociedade em classes: os que podem e os que se submetem à ordem imposta.

Temos que encontrar formas de resistir ao desmonte da sociedade que com muita dificuldade foi sendo construída de maneira inclusiva. Continuar trabalhando para que todas as pessoas possam ter acesso à educação, moradia, saúde, emprego, salário digno, cultura, arte, poesia, lazer, divertimento.

Não podemos pensar que o Brasil dos nossos filhos e netos, o Brasil que nos suceda, possa ser uma terra de ninguém, onde mande quem tenha mais dinheiro e poder abusivo. Temos que deixar uma herança de liberdade e respeito. Humanidade, antes de mais nada. Assim, nossos passos serão uma honra da terra que nos acolheu.

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