Provas

Poema de Regina Schleder Ferreira*

Um poeta se cala,
Um rouxinol silencia…
Um sorriso se apara,
Um canto emudece.

Corridas impossíveis,
Ruídos de bengalas,
Ânsias contidas,
Vontade de voar!

Vozes que se calam,
Palavras confusas,
Lembranças do passado,
Sem chão para pisar.

Aqui uma vida se apaga, sem pressa,
Lentamente… só esperar!
Ali a fortaleza rui
Resistindo sempre,
Sem se entregar.

Aqui, a luta pela vida
Buscando, com esperança,
Jovens ainda, uma saída.

Vida! Palco de batalhas ferozes,
Escola de redenção!
Dai-nos, Senhor, através da fé,
O apoio da vossa mão.

29/07/2002

Escrito na sala de espera de ortopedia acompanhando o Júnior, na cadeira de rodas, ao mesmo tempo que a vó Teresa terminava sua longa existência (102 anos)… o Altivo permanecia em longo silêncio e a Vânia tinha fraturado o pé…

Do Livro “Da minha janela”, Editora Gama Criativa, Edição 2024, pg. 94

*E-mail para: andreschlederschleder@gmail.com

(Foto extraída da Internet)

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