Protesto cobra punição de policiais que mataram crianças

No dia 24 de julho, às 15h30, a população do Morro do Estado, em Niterói, se concentrará em frente ao Fórum da cidade para exigir que os policiais que executaram cinco pessoas da favela sejam punidos. O julgamento dos militares está marcado para o dia 28 de julho. O crime foi em dezembro de 2005, quando policiais do 12º BPM, então sob o comando do Coronel Marcus Jardim, subiram o Morro e disparam contra as cinco pessoas – quatro menores de idade, Wellington Santiago de Oliveira (11), Luciano Rocha Tavares (12), Edimilson dos Santos Conceição (15), José Maicom dos Santos Fragoso (16) e um jovem com 24 anos, Wedsom da Conceição.
Na ocasião, os policiais alegaram troca de tiros com traficantes, entretanto, o laudo do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) comprovou que os jovens foram mortos com disparos à curta distância, o que configura indícios de execução. Além disso, foram constatadas marcas de tiros apenas nas imediações onde se posicionavam as vítimas, o que põe em cheque a versão dos militares.
Apesar de ter gerado comoção na época, inclusive com a visita da Comissão de Direitos Humanos da Alerj ao Morro, o julgamento será realizado mais de três anos depois dos assassinatos.
Familiares dos jovens estarão presentes na manifestação que tem o nome “Ato contra a violência e pelo respeito à vida”. A iniciativa está sendo organizada pela Associação de Moradores do Morro do Estado (AMME), Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos (Cebraspo), DCE-UFF, Pré-Vestibular Popular do Morro do Estado, Movimento Ecumênico e Inter-Religioso de Niterói e Grupo Fé e Cidadania-Santuário das Almas.

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