Profissionais da educação reúnem cerca de 5 mil pessoas em protesto

Em greve há cerca de um mês, profissionais da educação de todo o estado do Rio realizaram, na última terça-feira, uma passeata que contou com a presença de 5 mil pessoas. Parodeando canções típicas de festa junina, os manifestantes se reuniram no Largo do Machado e caminharam em direção ao Palácio Guanabara, sede do governo do estado. Já em frente ao Palácio, profissionais da educação e estudantes exibiram cartazes e faixas, além de realizarem encenações para demonstrar a precariedade da rede estadual de educação.
De acordo com o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe-RJ), a passeata foi um sucesso e contribuiu muito para dar visibilidade ao movimento. “Após essa grande passeata a categoria mostrou toda a força da mobilização. Nem mesmo o mau tempo e o frio conseguiram impedir que milhares de profissionais realizassem uma grande marcha até o Palácio Guanabara”, declarou o sindicato em nota. Para o Sepe, a força da greve começa a fazer o governo estadual a abrir a negociações. “Esperamos que os representantes do governo apresentem uma contraproposta que contemple as nossas reivindicações”.
Veja AQUI mais fotos do ato (publicadas no site UOL).
Greve completa um mês

Em assembleia realizada na última terça-feira, os profissionais decidiram continuar a greve. Iniciada há quase um mês e com mobilização crescente, a adesão chega a 65% da categoria. “Estamos a quase um mês em greve. Nós queremos a antecipação completa do Nova Escola (programa de gratificação) e o índice de reajuste salarial. Além disso queremos o descongelamento do plano de carreira dos funcionários”, declarou Tarcísio Carvalho, diretor do Sepe. O diretor do sindicato acrescentou que existe uma ação no Tribunal de Justiça do Rio para impedir o desconto no salário dos profissionais pelos dias de greve.
“Cortar o ponto dos professores e funcionários é impedir que o ano letivo se complete. Por isso esperamos que o juiz perceba, que a reposição das aulas, com a qual nós nos comprometemos, estará garantida apenas se o judiciário acertar e o governo não cortar o ponto”.
Manifestações

Desde o início da greve, os profissionais da educação já participaram de diversas manifestações. No dia 26 de junho, os professores se juntaram a centenas de bombeiros para uma manifestação na Praia do Flamengo. Policiais militares e funcionários públicos também participaram do protesto. Antes disso, no dia 17 de junho, depois de fazer uma passeata pela Av. Rio Branco, professores e funcionários da educação em greve se concentraram na porta da Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão (Seplag). Os grevistas organizaram uma comissão para pedir uma audiência com o governo.
Na última sexta-feira (1º), os professores foram ao supermercado, para comprar alimentos com o Cartão Educação. Com este cartão, lançado neste mês pelo governo do Estado para aquisição de bens culturais (livros, entradas de cinema, teatro etc.), o professor pode gastar até R$ 500 por ano em compras diversas. O cartão não é oferecido a outros funcionários nem aos aposentados. O objetivo do protesto era mostrar que a categoria precisa de um bom reajuste salarial e que, mesmo com este cartão, não há como viver com dignidade.
Reivindicações
As principais reivindicações da categoria são o reajuste emergencial de 26%, a incorporação imediata da gratificação do Nova Escola (prevista para terminar somente em 2015), descongelamento do Plano de Carreira dos Funcionários Administrativos, entre outras. Nesta sexta-feira (8), haverá uma assembleia, às 14h, no Clube Municipal, na Tijuca para discutir os rumos da greve.
(*) Mariana Gomes é uma das editoras da revista Vírus Planetário. O texto foi originalmente publicado na página do veículo na internet.

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