Várias mulheres cientistas me inspiram. Sendo este um lugar público, não me sinto muito a vontade para as nomear. Andam comigo.
Não necessariamente agiram no campo da ciência propriamente dita. Verdade seja dita, no entanto, com tudo, todavia, a arte de viver. “A arte de sorrir cada vez que a vida diz que não.”
Me traz à memória e ao sentimento, a este presente presente, estas mulheres cientistas da minha família. Escreveram nem sempre com palavras e, sim, também com palavras.
Um poema. Uma dedicatória de um livro de Van Gogh. Uns olhares acolhedores.
E sorrisos. Muitos sorrisos. E algumas outras mulheres que também fui encontrando no caminho da vida.
Resistentes. Não se quebraram, como eu, embora muitas vezes sinta que as feridas estão tão vivas. Toca-me florir.
Tocar em frente. Até amanhã. Até a noite. Sair do papel de vítima para o de protagonista, lia hoje num artigo de Adalberto Barreto. É isso aí.
Ilustração: SBI

Sociólogo, Terapeuta Comunitário, escritor. Vários dos meus livros estão disponíveis on line gratuitamente: https://consciencia.net/mis-libros-on-line-meus-livros/
