Prenúncio III

“Prenúncio!” está dividido em seis prenúncios e o epílogo. Divulgaremos um por semana neste mesmo espaço. Todos estão reunidos no marcador abaixo. Poema de Roberto Peixoto, poeta popular

Eu vi um novo mundo se formando.
E vi que o homem já não habitava mais em cavernas.
E muito menos numa casa de engenharia do século XX passado do calendário cristão,
no pós Grécia.
Em suas construções de engenharia moderna,
pós modernismo,
rampas foram construídas,
nos edifícios mais altos;
e giratórios em busca do sol sendo um só proprietário por andar;
e nas casas mais ricas no afã de receberem ilustres visitantes de planetas vizinhos.
Eu vi o homem.
Estavam evoluídos ao ponto de interligarem-se.
Simplesmente pelos pensamentos.
Mas ainda carregavam com eles,
mesmo estando eles vivendo no futuro,
aquele antigo peso de consciência que trás ao mundo a morte;
e que também lhe leva a indagar em seus dias:
– Oh Deus,
o que foi que eu fiz de errado?

(*) O poeta popular Roberto Peixoto costuma ser visto na Lapa. Colabora com a Revista Consciência.Net desde 2005. Participa também do “Corujão da Poesia”, que acontece todas as terças-feiras, de meia-noite em diante, na livraria Letras e Expressões do Leblon. Contato: poetapeixoto@yahoo.com.br

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