Posse oficial do representante do MEC no Rio será nesta quinta (22)

O Ministro de Estado da Educação, Fernando Haddad, oficializa na próxima quinta-feira, dia 22 de novembro, a posse do professor Cícero Mauro Fialho Rodrigues no cargo de representante do Ministério da Educação no Estado do Rio de Janeiro. O evento será às 11h no Auditório Gilberto Freyre do Palácio Gustavo Capanema (rua da Imprensa, número 16, Castelo). No mesmo dia, às 14h, ocorre solenidade de lançamento das ações do Plano de Desenvolvimento da Educação no Rio de Janeiro, promovido pelo MEC e pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro no Palácio Guanabara.

Já em pleno exercício da competência e atribuições do cargo de coordenar e articular políticas e ações do MEC na região, Cícero Mauro Fialho prepara a Conferência Estadual de Educação Básica do Rio de Janeiro, que acontece dias 11 e 12 de dezembro, também no Palácio Gustavo Capanema. A Conferência conta com a participação de secretários, dirigentes, professores, representantes de ONGs, sindicatos e demais instituições, para o debate e a consolidação de propostas que serão apresentadas na Conferência Nacional, em abril de 2008 em Brasília, conforme determinação do MEC no Plano Nacional de Desenvolvimento da Educação (PNDE), lançado em abril desse ano.

O representante do MEC no Rio

Cícero Mauro Fialho Rodrigues nasceu em 1948 e é natural da cidade de Viçosa, Minas Gerais. Em 1972, formou-se bacharel em matemática e, em 1977, graduou-se mestre em matemática, pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Na área educacional realizou atividades de pesquisas em graduação, pós-graduação e magistério superior.

Foi reitor da UFF, eleito pela comunidade acadêmica em dois mandatos sucessivos, nos quadriênios 1999-2002 e 2003-2006. Neste período implantou uma política institucional que contribuiu para o aumento do número e melhoria dos laboratórios de pesquisa, a elevação na titulação dos docentes, a elevação do número de cursos de pós-graduação e dos conceitos a estes outorgados pela Capes, indicadores decisivos para o reconhecimento da universidade como referência nacional e internacional na pós-graduação, na pesquisa e na extensão, como parte integrante de pequeno e seleto grupo de universidades.

Membro do Clube de Reitores das Universidades Brasileiras (Crub), também já integrou a diretoria-executiva da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), tendo exercido nas duas instituições o cargo de vice-presidente.

Perfil da educação básica no Estado

Com um total de 10.117 Escolas de Ensino Básico distribuídas nos 94 municípios fluminenses, das quais 33% (3.408) localizadas na capital do Estado e 121 Instituições de Ensino Superior, da esfera privada, federal, estadual e municipal, os resultados apresentados na avaliação da qualidade do ensino pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) colocam o Rio de Janeiro abaixo da média brasileira.

Segundo Cícero Mauro Fialho Rodrigues, “somente o compartilhamento de idéias e a gestão participativa e integrada podem construir um sistema colaborativo e efetivo no âmbito do Estado e seus municípios, além de promover novos conceitos, novas posturas, fomentar e construir um ensino de qualidade no país”.

Nas palestras e mesas de trabalho do Seminário Preparatório para a Conferência Estadual, que ocorreu dias 8 e 9 de novembro, foram levantadas algumas questões relevantes, como a não participação das universidades nas questões sobre ensino básico, como resultado do modelo neoliberal; a enorme disparidade, no Brasil, quando se trata de diferença social, racial e entre áreas rurais e cidades; a imperativa necessidade de se transpor barreiras de uma disputa política entre Município e Estado e a necessidade de um consenso visando pôr fim ao problema do acesso à escola;

Outros pontos: comprometimento na gestão dos recursos em alguns municípios, com a acumulação e/ou superposição do cargo de Secretário Municipal de Educação com as áreas de Esporte, Turismo e Lazer, como uma estratégia de governo que estrangula e dilui o financiamento para a Educação; a falta de continuidade nas políticas públicas; e o desencontro das políticas estaduais e municipais que prejudicam a unidade do ensino.

Outras Informações pelo telefone (21) 3478-1601.

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