
Por Jornal GGN
Enquanto autoridades estão em NY discutindo propostas, qualquer um poderá colaborar com o texto que o presidente Lula apresentará na Cúpula
Um grande projeto de participação popular nas políticas internacionais está sendo realizado no Brasil, com as colaborações finais da população em uma ampla consulta pública. Trata-se da Cúpula Social do G20, também chamado G20 Social.
Enquanto as autoridades dos Estados-membros do G20, bloco das maiores economias do mundo, estão reunidas nesta semana em Nova York para apresentar propostas e debater as principais preocupações mundiais – desde pilares econômicos de acordos comerciais à mitigação do colapso climático e revisão do papel de organismos internacionais -, os próprios brasileiros e demais populações do mundo poderão colaborar com este debate.
O Brasil exerce hoje a Presidência do G20 e, nesta quarta-feira (25), o presidente Lula fez seu discurso de abertura do evento, apontando como eixos de mudança que ele quer aplicar no bloco uma ampla revisão da Carta da ONU, o tratado que rege a entidade, e um mecanismo internacional para pressionar pela taxação das grandes fortunas em todos os países.
O encontro desta semana em Nova York é uma das reuniões prévias do G20. Em novembro, nos dias 18 e 19 deste ano, é que haverá a Cúpula de Líderes do grupo, realizado no Rio de Janeiro, no Brasil. Na ocasião, ocorrerá a apresentação final das propostas populares que estão sendo trabalhadas atualmente.
A participação popular está sendo viabilizada por um meio de uma plataforma digital chamada Brasil Participativo. Nela, há um resumo do texto-base que a Presidência de Lula apresentará em novembro na Cúpula final. E é em base neste texto, que qualquer cidadão poderá opinar e acrescentar sugestões de eixos que devem ser trabalhados pelos países do G20.
No documento, são três os tópicos principais que irão compor o texto do Brasil como líder do G20: “Sustentabilidade, mudança do clima e transição justa” [acesse aqui]; “Combate à fome, pobreza e desigualdade” [aqui] e “Reforma da Governança Global” [leia o texto e participe aqui].
É neste último tema que o presidente Lula apresentou a sua proposta de refomar a Carta da ONU. Mas o texto ainda amplia essa medida: busca reformular todas as instituições internacionais, para permitir um melhor multilateralismo e “ampliar a participação dos países do Sul global em fóruns decisórios”.
Também em Governança Global, o texto final do G20 determina a participação social nas decisões globais e defende a “tributação justa e distribuição de renda“.
Cada um destes tópicos podem ser comentados pela população na Plataforma. Nela, cada um destes três tópicos são expostos, parágrafo por parágrafo, para serem debatidos e inseridos os comentários. A data de encerramento desta participação é o dia 31 de outubro, quando as contribuições serão sistematizadas e analisadas por uma equipe de especialistas, que irão incluir no texto final.
Nos dias anteriores à reunião dos Líderes mundiais, uma Cúpula Social será dedicada a analisar essas colaborações e participação popular, aprovando o documento que será apresentado por Lula aos líderes no encerramento do evento global, no Rio de Janeiro.
Foto: Reunião de cúpula do G20 (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
Foto e texto reproduzidos a partir do Jornal GGN / Patricia Faermann (jornalggn@gmail.com), 27 de setembro de 2024
