
Suplicy foi imobilizado e carregado pelos braços e pernas por policiais, colocado em um camburão e encaminhado para o 75º Disitrito Policial para prestar depoimentos. Em sua página no facebook ele afirma que foi ao local justamente para ajudar na negociação e tentar prevenir a truculência policial – e terminou sendo ele mesmo vítima dela.
A tropa de choque da Polícia Militar de São Paulo lançou bombas de gás lacrimogênio e de efeito moral para inibir o protesto dos moradores que se negavam a desocupar suas residências. O conflito não impediu a ação da PM que, logo após a detenção de Suplicy, avançou com retroescavadeiras sobre as casas e desocupou boa parte da área.
Eduardo Suplicy foi senador por três mandatos consecutivos e, no ano passado, foi nomeado secretário de Direitos Humanos da Prefeitura de São Paulo. Ele deixou o cargo em abril para disputar uma vaga de vereador da capital paulistana nas eleições deste ano.
Segundo a assessoria do ex-senador, ele foi liberado logo após prestar depoimento. Em vídeo, ele relata que se deitou no chão para evitar o confronto da PM com os moradores, entre eles muitas crianças, já que a tropa marchava em direção ao grupo fortemente armada em um momento do conflito de grande tensão.
