Pela sobrevivência do jornalismo brasileiro

Hoje, por contar com um pouco mais de tempo, li três matérias grandes da chamada “grande mídia”, a mídia que conta com gordas verbas governamentais para exercer sua liberdade de expressão.

Foram três matérias de destaque, sobre temas quentes e espinhosos, que em geral a esquerda brasileira não está disposta a perder seu tempo, e muito menos a direita, por motivos diversos, ambos os “lados” lendo apenas o título e comentários explicativos. Há alguns anos não dedicava tanto tempo à leitura atenta de reportagens dominicais.

Em todas as três, tive de recorrer à Internet para verificar o “outro lado”. Só assim pude saber a real posição dos denunciados, entre governos e empresas públicas (todas as matérias eram sobre atividades do Estado que não cumpririam requisitos legais). As justificativas, independente de seu teor, foram omitidas nas matérias.

O jornalismo, se quiser sobreviver, terá de mudar. Espaço já perdeu para as lamentáveis arenas, cada vez mais populares, do FlaxFlu da política brasileira.

Duas humildes sugestões, também como leitor: ser mais “jornalismo” como no modelo ocidental, com a retomada da busca da imparcialidade (mesmo que impossível), e menos propaganda política; ou, por outro lado, se assumir como jornalismo político, com propósitos ideológicos, como era no século XIX.

Após anos de observação, minha impressão é de que essa mudança não virá por livre e espontânea vontade dos generosos editores destes meios.

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