Para Anistia Internacional, pobres pagam a “guerra contra o terror”

De São Paulo, da Agência Notícias do Planalto, Clara Meireles

A Anistia Internacional – organização que defende presos políticos em todo mundo – divulgou nesta terça-feira (23/5), um documento completo sobre a situação dos direitos humanos em mais de 150 países do mundo. Segundo a organização, o programa de segurança idealizado por potências políticas e econômicas gera casos graves de tortura, maus-tratos e mortes nos países pobres. Segundo a secretária geral da organização, Irene Khan, alguns governos desperdiçaram recursos públicos com ações de segurança que são “mesquinhas”. Khan acredita que, para atender seus interesses e propagar uma “guerra contra o terror”, países como os Estados Unidos violaram direitos humanos básicos no Iraque e em outras nações do mundo.

A Anistia Internacional declara que a “guerra contra o terror” fracassou, e assim deve continuar até que se conceda “prioridade aos direitos humanos e à segurança das pessoas por cima de mesquinhos interesses nacionais de segurança”. No relatório de 2005, a Anistia reivindica, entre outras coisas, o fechamento imediato do campo de detenção de Guantánamo, base militar estadunidense em Cuba. (Para ouvir a matéria em MP3 clique aqui)

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