O futuro do Afeganistão e Iraque pós-retirada das forças estrangeiras

Para o ano de 2012, conforme o cronograma, as forças estrangeiras lideradas pelos Estados Unidos e aliados deixarão o Afeganistão e o Iraque, ficando um pequeno contingente militar nos dois países.
O balanço geral dessas duas guerras foi o pior possível, nada foi provado para começar um conflito onde milhares de vidas inocentes foram perdidas. A guerra contra o terror foi um fracasso, o prêmio de consolação foi a captura e morte de Saddam Hussein e o assassinato de Osama  Bin Laden. Não foram encontradas as armas de destruição em massa e nem o terror diminuiu no mundo. O dinheiro falou mais forte e a verdade foi colocada de lado.
No meio diplomático, os Estados Unidos terão pela frente outro campo de batalha, vão ter que negociar com outros grupos  que compõem esses países. Além do Talibã, existem diversos grupos étnicos dentro do Afeganistão, são vários grupos tribais que sempre reivindicaram uma participação maior no país. O presidente Hamid Kazai, um produto anglo-americano, não tem pulso forte para comandar o país e não tem a confiança dos principais líderes tribais. O Talibã segue a risca a Sharia, uma lei não transcrita no Alcorão, o livro sagrado dos muçulmanos. Para termos uma ideia, a lei permite o apedrejamento e o estrupo de mulheres em praças públicas. Com táticas de guerrilhas, o grupo será alvo certo para um exército fraco. Existe indício que a espionagem norteamericana estaria entrando em acordo com o grupo (olha os E.U.A criando cobras)
Mais complexo ainda é o Iraque. Existe uma divisão no país em vários aspectos, seja do lado religioso, étnico, territorial e político. A maioria da população é xiita, porém foi duramente reprimida por Saddam Hussein. E com os Estados Unidos fazendo vista grossa ao caso. Outro elemento para que o Iraque caia de vez numa guerra civil é o caso dos curdos, que há anos querem um Estado próprio. É o maior grupo de refugiados do mundo espalhado pelo Oriente médio e Europa (o território vai da Turquia até o Irã), mas o que os deixa muito preocupados são os interesses norteamericanos na sua aproximação com um velho rival deles: o Irã. Essa aproximação é tudo que o ocidente não quer ver.
(*) Fabio Nogueira é coordenador de pré-vestibular comunitário e militante da Educafro.

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