O dia depois

O dia seguinte

The day after

Como quer que se diga, é um alívio.

Quase a metade da população brasileira que vota, ainda quer este país.

Um alívio, verdadeiramente.

Sempre foi um enigma para mim, um mistério, como possa haver quem odeie o seu próprio país.

Pátria amada. Como assim: armas amam? Armas matam.

Amar é fazer justiça, casa para todo mundo, saúde para todas as pessoas, educação para toda a cidadania.

Alívio.

Hoje estou mais aliviado.

Uma das coisas que mais me chama a atenção, são as coisas que não morrem, embora pareça que sumiram de cena de vez.

A humanidade, por exemplo.

A boa vontade, a disposição a fazer o bem, a simplicidade que se expressa num sorriso, num olhar compassivo, num aperto de mãos.

Isto relembro hoje, de ontem, quando estive a votar nas eleições que agora vão para um segundo turno.

Ainda temos uma segunda chance.

O mundo mais perto, mais próximo, aquele do cara a cara

Esse que não perece embora muitas vezes pareça ter sumido de vez.

Reaparece

Recomeça

A natureza dá muitas lições

Amanhã lembramos o dia de São Francisco de Assis, il poverello. El pobrecito de Asís.

Que a memória e a presença viva do amor sejam a nossa guia, agora e sempre.

Deixe uma resposta