O dia de ontem, hoje – Jesus, ser de Luz

Essa manhã, tentaria. Tentaria pôr por escrito as coisas vividas na tarde de ontem sete de agosto de 2009, na sala do CE/UFPB, onde fora debatido o movimento internacional Nós somos Igreja.

Coisas, também, sentidas e vividas desde a manhã do dia anterior, quando escolhera falar –ou fazer menção, para ser mais preciso—do Amor, do seguimento de Jesus, da ovelha desgarrada como alvo da ação cristã.

Conversando sobre esta metáfora do evangelho com a sua companheira, que agora dormia no quarto ao lado, na velha casa da rua da mata, ouvia o som dos pássaros no começodo dia.

Uma motoneta passara e o canto prosseguia.

Sabia ser esta tentativa um intento precário, porque subjetiva, parcial, enviesada por preferências ou ênfases pessoais, lacunas e omissões, todas as distorsões possíveis da percepção sempre que tentamos dar conta de um fato, de um acontecimento, para os outros ou para nós mesmos.

Em algum momento entre quinta-feira de manhã e o dia de ontem à tarde e de noite, a figura de um ser radioso, era Jesus, se fez presente e está aqui agora, enquanto escrevo estas linhas. É um ser de luz, é Jesus.

Na reunião de ontem começada depois das 15:50, meia hora depois do início marcado, havia café e água que levamos com Luciano o pastor batista, e deixamos na mesa.

Brendan ajeitou depois, para ficar mais acessível aos presentes. Dentre estes, estava Maria Filha, enfermeira do DESPP/UFPB e terapeuta comunitária, que lembrou da maravilha, do milagre de estarmos vivos, de sabermos quem somos, de nos tornarmos quem somos.

Isto chamou em mim, Allan Watts, o teólogo dos hippies dos anos 60: “Tabu: o que não deixa saber quem você é”.

Um livro escrito para os filhos do autor, contando de um Deus que se escondera em um lugar onde não seria procurado: dentro de ti, dentro de mim, no interior de cada homem ou mulher.

Buscariam fora, mas não dentro de si mesmos. Iriam para as instituições, para o sistema, mas ignorariam o cosmos que são em si mesmos.

Sempre alguém nota algo e ignora algo.

Assim é a percepção. Uns vão mais para o social e político, o econômico, o relacional, o mundo externo, outros se voltam mais para a interioridade, a vida íntima, o espaço espiritual individualizado em cada ser, em cada coisa.

Uma e outra dimensões estão em relação indissociável, como no T´ai Chi.

Ying e Yang, masculino e feminino, luz e sombra, dia e noite, morte e vida.

Estavam presentes Wancelei, padre e psiólogo social, que em breve estaria a trabalhar com a comunidade do Bairro São José, área de risco social, e Nancy, do curso de Ciências da Religião.

O irmão Elias, do Movimento de Trabalhadores Cristãos, disse como seria bom ter um relato dessa tarde, e aqui vai esta tentativa.

Ricardo Brindeiro, João Fragoso, Brendan, Alder Calado, os Pastores Carlos, Bruno, Rodolfo, disseram de si, da sua vivência do evangelho e da realidade social, reafirmando Nós também somos Igreja.

Uma Igreja que volta ao Vaticano II, Medellín e Puebla. Sei que muita coisa ficou por dizer, mas foi o que consegui. Pois é, é isto. Passar bem. Bom dia.

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