No Oriente Médio, viva a Revolução! Em São Paulo, porrada

No Oriente Médio, viva a Revolução! Em São Paulo, porradaParte da imprensa parece apoiar os protestos árabes, chamando os de “levantes”, “revoluções”, ressaltando o papel da juventude, do fim de regimes opressores.

Mas essa ideia parece ter fronteiras claras. Lá, tudo bem. Por aqui, a boa e velha porrada da Polícia Militar ainda vale a pena, contra esses baderneiros que lutam – veja só a audácia! – por direitos fundamentais.

Em um protesto pacífico em São Paulo contra o aumento da tarifa de ônibus em São Paulo, mesmo com vereadores tentando negociar o diálogo, a Polícia não resistiu e abriu fogo. Pode-se ver claramente policiais espancando cidadãos no chão e outras diversas arbitrariedades e atos de violência no vídeo abaixo, incluindo balas de borracha, gás lacrimogêneo e gás de pimenta utilizados pela tropa de choque. A Prefeitura, da sua parte, enviou para a reunião um representante que disse “não ter autonomia para negociar com o grupo”.

Do UOL: “Os manifestantes protestavam em frente à Prefeitura, no centro, quando, por volta de 18h45, policiais militares reprimiram o ato com bombas de gás lacrimogêneo, spray de pimenta e balas de borracha. “Eles vieram como uma truculência desproporcional”, afirma Fábio Nassif, que integra a comissão de comunicação do Comitê contra o Aumento da Passagem, grupo formado por movimentos sociais, partidos políticos de esquerda, grêmios estudantis, sindicatos, associações de bairro e pelo Movimento Passe Livre. O protesto tem como objetivo pressionar a prefeitura para que seja revogado o aumento da tarifa de ônibus, que subiu de R$ 2,70 para R$ 3 em janeiro –variação de 11%– após decreto do prefeito Gilberto Kassab (DEM).

Durante a pancadaria, sobrou paras os vereadores petistas Antonio Donato e José Américo, que participavam do ato e integram a comissão de negociação. Os dois parlamentares apanharam dos policiais com cassetetes e gás lacrimogêneo, mesmo após terem se identificado. Donato afirma ter sido agredido por policiais militares. “Está uma confusão aqui. Levei um monte de borrachada”, disse, por telefone, ao UOL Notícias. Américo diz que os vereadores estavam reunidos com um representante da prefeitura quando ouviu o barulho das bombas. “Imediatamente interrompemos a conversa e tentamos dialogar [com a polícia], mas a tropa de choque nos agrediu com gás lacrimogêneo e gás de pimenta”, afirma o vereador. (…)” Mais infos aqui.

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