MSF faz palestra sobre um ano de atuação no Complexo do Alemão

Mais de 5 mil consultas já foram realizadas na unidade de pronto-atendimento, que oferece tratamento de emergência e atendimento psicossocial.

Agência Consciência.Net; clique aqui

Ao longo dos 30 anos de existência, a organização não-governamental Médicos Sem Fronteiras (MSF) tem ampliados seu foco de atuação para contextos urbanos, nos quais violência e exclusão social são problemas crônicos que impedem a população de usufruir dos serviços de saúde. Foi esta a razão que levou a organização a implementar, em outubro de 2007, uma unidade de pronto-atendimento no Complexo do Alemão, Zona Norte do Rio de Janeiro.

Na próxima quinta-feira, dia 22, a coordenadora-assistente do serviço de atendimento psicossocial, Dalila Franco, falará sobre um ano de atuação na comunidade em uma palestra, às 17h, no estande da exposição “Médicos Sem Fronteiras no Mundo”, montado na Estação Carioca do Metrô Rio.

Nessas comunidades carentes, são freqüentes os confrontos entre os grupos armados locais e a polícia. Em março de 2007, a violência voltou a ser quase cotidiana no Complexo do Alemão e faltavam serviços de saúde. “MSF decidiu então implementar um projeto para oferecer cuidados médicos e psicológicos que não existiam dentro da comunidade”, conta Dalila.

A unidade está localizada na comunidade da Fazendinha, localizada no centro do complexo. No local, são oferecidos quatro principais serviços: emergência, cuidados de saúde mental, transferências e orientação para pacientes que não se enquadram no critério de admissão de MSF.

Desde sua abertura, mais de 5,8 mil pessoas já foram atendidas. A maioria dos pacientes foi atendida com ferimentos devido a episódios de violência ou causados acidentalmente, com infecções respiratórias, casos de suspeita de dengue, entre outros. Todos foram atendidos na unidade antes de serem tratados ou transferidos para estruturas médicas públicas.

Além do atendimento médico de emergência, a unidade conta ainda com o serviço de atendimento psicossocial. Componente indispensável no projeto, o serviço visa a oferecer apoio psicológico às pessoas que têm suas vidas afetadas pela violência e conta com uma equipe de profissionais brasileiros.

Sobre a exposição

Durante todo o mês de outubro, a exposição multisensorial traz o universo de Médicos Sem Fronteiras (MSF) para mais perto dos cariocas. Criada em 1971, a organização não-governamental atua hoje em mais de 60 países em situações de emergência como guerras, exclusão social, catástrofes naturais e epidemias. Esses cenários fazem parte da mostra “Médicos Sem Fronteiras no Mundo”.

Em uma cabine de 2,55 metros quadrados, escura e com chão de brita, o visitante pode escutar sons ambientes das intervenções e, através de uma vídeo-instalação, “atuar” como um integrante da equipe de MSF. Durante cerca de três minutos, ele vivenciará a realidade operacional de projetos com diferentes focos: desnutrição, catástrofe natural, conflitos armados e epidemias.

Além do espaço multisensorial, o estande conta ainda com uma exposição fotográfica, composta de 12 imagens de projetos de MSF, além de um mapa da atuação de MSF no mundo com destaque para dez crises humanitárias que vêm sendo negligenciadas pela mídia e por autoridades. Há ainda uma vitrine com mapas interativos, que mostra a concentração de pessoas afetadas pela desnutrição, catástrofes naturais, conflitos e tuberculose.


Mais informações
Juliana Braga
Assessora de Imprensa
e-mail: juliana.braga@rio.msf.org
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