Movimentos Sociais mobilizam população contra o aumento da tarifa de energia

Esse ano o reajuste de 7,57% pedido pela Energisa está acima da inflação

No próximo dia 23 de agosto a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) receberá a proposta de aumento anunciada pela Energisa, e no dia 29 a ANELL divulga sua posição quanto a autorização ou não do aumento. Com o aumento, o estado vai ocupar um ranking nada agradável: a Paraíba passa a ter a 4ª tarifa mais cara do Nordeste, perdendo apenas para os estados do Maranhão Ceará e Bahia, respectivamente.

Esse ano o reajuste de 7,57% pedido pela Energisa está acima da inflação, que nos últimos 12 meses acumulou 6,92%. A ANEEL poderá homologar ou não pedido da Energisa, se conceder o reajuste a ANEEL estará confirmando que o critério da modicidade econômica não está sendo considerado, com isso garantindo apenas a saúde financeira da Energisa. Para Dráuzio Macêdo, vice-presidente do Sindeletric, esses reajustes anuais concedidos a empresa só aumentam sua capacidade de lucrar. O relatório semestral divulgado no próprio site da empresa revela que em 2011 a Energisa já obteve um lucro líquido de 92,6 milhões.

Em 2010 a Energisa completou 10 anos de instalação no estado da Paraíba, após a privatização da antiga Saelpa. Durante esses anos a empresa acumulou lucro líquido de 664 milhões, duas vezes o valor da venda da SAELPA que na época foi arrematada por aproximadamente 360 milhões. A receita operacional bruta da empresa saiu de 382 milhões (antes da privatização) para 1.183 bilhão.

A diretoria do Sindeletric já está adotando medidas para que o reajuste da tarifa de energia elétrica seja discutido pela sociedade. “Esse reajuste é abusivo e antes que ele seja concedido, os parlamentares, a sociedade civil organizada e as entidades de defesa do consumidor devem se unir para que esse aumento não seja permitido”, afirmou Manuel Henrique, presidente do Sindeletric.

Rafaela Carneiro da Assembléia Popular, organização que vem á alguns anos enfrentando a Energisa quanto aos altos preços da energia e pela implementação adequada da Tarifa social, diz que “a população não aceitará mais um aumento abusivo, que esse ano a capacidade de compra do salário do trabalhador está cada fez menor, já que a cesta básica aumentou, transporte coletivo, tarifa de água, e agora de energia”.

Segundo a integrante da Assembléia Popular as mobilizações contra esse aumento iniciarão amanhã com uma panfletagem no anel interno da Lagoa as 13 horas, e em seguida, dezenas de integrantes de movimentos sociais do campo e da cidade, sindicalistas e moradores de algumas comunidades de João Pessoa, participarão de uma sessão especial na Assembléia Legislativa sobre o aumento abusivo das tarifas de energia elétrica.

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