Movimento das Comunidades Populares divulga relatório sobre encontro de sáude popular

MOVIMENTO DAS COMUNIDADES POPULARES. Relatório do 1º Encontro Regional de Saúde Popular do MCP sobre saúde popular. (São Lourenço (PE), 22/04/2012)

Iniciamos o Encontro com duas companheiras fazendo a abertura, dando as boas vindas e em seguidas cantamos o Hino do MCP, conforme combinado, às 9 horas, com a apresentação dos participantes em circulo, de braços dados, dizendo nome e de qual grupo participa. Em seguida, todos juntos pronunciavam a primeira vogal do seu nome e dançando em círculo, como o Toré, em homenagem aos índios.
As áreas presentes: São Lourenço da Mata e Recife: Pantanal, Milagres, UR-1, 27 de Abril, Chão de Estrelas e a companheira Nenzinha, de Peixinhos-Olinda. Contamos com a participação de umas 25 pessoas (incluindo 1 adolescente e 1 criança): 2 do JVC, 2 da UR-1, 3 dos Milagres, 6 de São Lourenço da Mata, 3 de Chão de Estrelas/Peixinhos, 8 do Pantanal e 1 do 27 de Abril.

Em seguida foram distribuídas as tarefas de: limpeza das louças, das panelas, da cozinha, dos banheiros (os homens jovens), arrumação no final, secretaria e prestação de contas da alimentação. Uma equipe de jovens fez a nossa alimentação. A alimentação foi assumida da seguinte forma: São Lourenço fez campanha de alimentos onde algumas pessoas doaram alguns alimentos e a UJP ajudou com outros que foi da GINCANA. Isso para diminuir os gastos de quem vinha de fora, uma vez que estava sendo previsto uma diária de R$ 6,00 para café da manhã e almoço. Dessa forma, 21 pessoas deram R$ 5,00, os da casa deram em alimentos assim como o grupo da saúde e a UJP.
Cantamos a música “Viver com saúde”.

Fizemos TROCA DE EXPERIÊNCIAS por área, a partir do Roteiro de Preparação; e depoimentos de curas.

SÃO LOURENÇO

Em cartaz, a comissão apresentou sua experiência. O grupo se reúne quinzenalmente, há quatro anos, e mensalmente faz remédio caseiro, multimistura, cloreto, etc. Fazem visita a pessoas doentes, convite para o povo participar dos remédios. Fizeram a Feira de Saúde, que aconteceu no dia 12/04 – Dia Mundial da Saúde – onde o grupo da Saúde e da Horta apresentaram mudas de plantas medicinais, frutas e verduras falando da importância das frutas no tratamento das doenças. Divulgaram várias coisas, inclusive que para pressão alta a pera controla, a semente do chuchu e a laranja como suco, assim como a casca do pepino na água; e a carambola para picada de insetos, entre outras. Com este trabalho têm conseguido bons resultados na libertação dos remédios químicos e também de curas.

A Maura fez um depoimento em que dizia que era hipocondríaca antes de participar do grupo da saúde. Hoje toma apenas remédio pra pressão. Tomava benzetacil pra febre reumática e com a auto-hemoterapia, não toma mais. Perdeu 14 quilos em quatro meses com exercícios e uma reeducação alimentar. Está se tratando da anemia com o suco da vida (acerola, cenoura, beterraba, uva preta), um copo por dia, em vez do remédio que o médico passou.

Em cartaz, apresentaram os ingredientes da multimistura que fazem no grupo, assim como o cloreto de magnésio. O grupo se reúne conforme a necessidade, uma vez que têm pessoas de vários lugares. As sementes eles têm conseguido na CEASA das frutas emprestáveis, retiram a semente, lavam e secam. Levam ao forno os produtos já triturados. Fazem o armazenamento em recipientes de vidro esterilizado.

Fazem também o Cloreto de Magnésio para os ossos e uma companheira faz a urinoterapia para a limpeza da pele, com bons resultados.

CHÃO DE ESTRELAS/PEIXINHOS

Em cartaz, com fotos, apresentaram suas atividades, o histórico do grupo. Fizeram o estudo do Roteiro de Natal, a celebração do Natal com o pessoal que já vinha se reunindo com o padre João. No Pantanal, participamos da prática da multimistura e voltamos entusiasmados para iniciar um trabalho de saúde. Iniciamos com cloreto de magnésio. Ovídio coloca que usava bengala e agora não precisa mais. Acha que a auto-hemoterapia facilitou a ação do cloreto. Seu Pedro relata que tomava remédio de pressão. Faz três meses que se libertou e está cuidando melhor da alimentação. Com 72 anos está equilibrado. Descobriram que é necessário saber a causa das nossas doenças, a gente mesmo conhecer o nosso corpo. Ovídio descobriu que a sua doença é o ácido úrico muito alto no seu corpo e não a febre reumática, como achava que era. Outra pessoa do grupo está se curando de bico de papagaio com o cloreto, assim como outras a quem estão dando assistência por não poderem participar do grupo.

Seu Pedro recomenda alfavaca pra prisão de ventre e conjuntivite. Pitanga e goiaba para dor de barriga, cólica. Hortelã grande pra sinusite, catarro, amigdalite. Cidreira para cólica menstrual, enxaqueca. Isso foi apresentado em cartaz com essas plantas.

Nenzinha participa do grupo, mas em Peixinhos participa de um grupo que faz remédios fitoterápicos e lutam para que menos pessoas tomem remédios químicos.

Pe. João colocou que faz auto-hemoterapia e toma cloreto. Teve uma forte gripe, mas está se curando com chás.

27 DE ABRIL (BETEL)

O contato com esses companheiros começou a partir do Jornal. Fizeram cloreto e guaraná natural. Continuaram o trabalho de atuação na igreja católica e na saúde. Como é um grupo na maioria de pessoas idosas, com problema de saúde, estão com dificuldade de participar fora. Hoje estão fazendo mutirão para pintar a casa de oração em preparação à festa de Santa Zita, padroeira da comunidade e das empregadas domésticas. Começaram ontem a novena nas casas, usando o subsídio da saúde, do MCP. O grupo está animado.

PANTANAL

O primeiro grupo a se apresentar foi o da Saúde Pública, o grupo de Idosos, Educadores em Saúde (IESA). Colocaram que no início sentiu a necessidade de trabalhar com idosos, com roda de conversas e começaram com cinco participantes. Depois de um ano atingiu 10 e hoje participam 40 pessoas onde os idosos mesmo fazem o trabalho nas casas. Identificaram muitos casos de hanseníase. Fazem passeios. Chegaram a fazer sabão para escabiose (sarna), para atender a necessidade das pessoas e hoje não tem mais esse problema. Fazem terapia comunitária. Acreditam que nosso trabalho tem que ser de conscientização para poder mudar os maus hábitos das pessoas.

O grupo de Saúde Comunitária se apresentou e disse que tem um grupo de crianças e adolescentes que fazem plantações de mudas, expõem e vendem. Participam também de um time de futebol. As mulheres fazem multimistura e cloreto de magnésio. Estão iniciando um grupo de dança com as crianças. Vão fazer lambedor com muçambê, agrião e corona, para tosse. Aconselham que para catarro, fazer lambedor de cravo de defunto. Para sinusite, lambedor de vic-vaporube verde. Para diabetes, chã de orégano. Pepino e chuchu liquidificado em jejum, é bom para a pressão alta.

A Carmem fez um depoimento do uso de água natural em jejum para melhorar o funcionamento do nosso corpo. O gengibre na água ajuda a tirar a dor dos ossos, já foi testado.

MILAGRES

As companheiras contaram que já tiveram várias experiências de fazer remédio caseiro, mas parou. Agora estão retomando, estão plantando em casa ervas medicinais. Inclusive trouxeram amostra de Café Verão, no álcool de 70 graus, para micose. Uma companheira novata está com expectativa de aprender para cuidar-se e cuidar melhor de sua mãe que é diabética e o marido tem pressão alta. Após o estudo do roteiro, eles tiraram um plano para fazer lambedor com três companheiras, no dia 27 de abril.

Cantamos “Viver com Saúde”.

TRABALHO DE GRUPO

A plenária foi distribuída em quatro grupos, com os seguintes temas:
1º – Saúde Pública
2º – Saúde Comunitária
3º – Doenças físicas e emocionais
4º – Alimentos naturais e industrializados.

Cada grupo usou o subsídio e roteiro da Saúde com o respectivo assunto e perguntas para debate.

APRESENTAÇÃO DO TRABALHO DOS GRUPOS

Saúde Pública:
a) Como está o atendimento do SUS em nossas Comunidades?
Está péssimo; sem nutricionista; para poder ter direito, tem que ser encaminhado pelo clínico. Tem posto que não tem ficha, falta cartão do SUS.

Tem posto que só funciona pela manhã, sem vacinas. Tem que ir pra outros postos para ser atendido. E ainda não pode sair de uma comunidade pra outra. As UPAs são privatizadas. Todo encaminhamento pros grandes hospitais têm que passar pelas UPAs.

No 27 de Abril só pode consultar-se no Posto da UR-10, que está em reforma.São mil famílias para um médico. Na Policlínica não tem médico.

Por outro lado o atendimento nos postos de Três Carneiros, Pantanal, Ibura de Baixo é muito bom. Os atendentes e agentes de saúde são da área e tratam muito bem as pessoas. Há um bom atendimento onde existe organização e o povo reivindica seus direitos.

No SUS tem bons médicos. É mais fácil encontrar os filhinhos de papai nos hospitais particulares.

b) Por que existem esses problemas?
Principalmente porque os governantes prometem e não cumprem. E pela desorganização do posto e do povo, que prefere pagar nas clínicas populares do que se juntar e reivindicar melhor atendimento.
Falta de estrutura dos órgãos e falta luta do povo.
Estão querendo privatizar o SUS e por isso até a Globo está divulgando o sofrimento do povo, quando a gente sabe que ela é a porta voz dos ricos empresários.

c) O que vamos fazer para diminuir o sofrimento do povo?
– Precisamos se unir e lutar pelos nossos direitos. Criando e fortalecendo nossas Comissões de Saúde, mobilizando o povo, se juntar com os agentes de saúde pra defender o SUS.
– Precisamos conhecer os nossos direitos e participar de reunião com o Posto da comunidade e Conselhos de Saúde de forma organizada. Precisamos conscientizar o povo sobre essa realidade.

Na discussão, foi dito que a Saúde Pública e Comunitária devem se completar para garantir a melhora da saúde do povo. O trabalho de massas é que vai garantir a saúde pública, que hoje está na UTI. Se o povo chega lá brabo, fingindo que está passando mal, às vezes, é para poder garantir o seu atendimento. Já foi tão massacrado, que acha que em todo canto está ruim.

A representante do IESA citou o nome de boas agentes de saúde, como: Franciscleide da UR-1, Bel dos Milagres e Miriam do Monte Verde, que poderão se unir aos grupos de Saúde Comunitária na luta pelo melhoramento dos postos de saúde.

Saúde Comunitária

a) Quais as atividades de saúde que estamos fazendo?

Multimistura, cloreto de magnésio, fazendo plantações de mudas medicinais com crianças e adolescentes. Fazendo e usando remédios caseiros; é uma prática comum em todos os grupos. Fazendo Feira da Saúde para divulgar o valor das plantas e dos alimentos naturais.

b) Quais os resultados?

Pessoas se conscientizando; já há mudanças de hábitos, mesmo demorando, mas há mudanças. Estão melhorando das dores nos ossos, dores de cólicas com a auto-hemoterapia. Quando se usa medicamentos naturais, a imunidade vai aumentando. Comendo mais verduras, frutas, substituindo o suco pelo guaraná, vai aumentando a resistência às doenças.

O Kerfir é semente de lactobacilos, que se cria com açúcar mascavo; é um laxante natural e aumenta as defesas, bom para fadiga crônica, onde as lojas estão vendendo uma colher de sopa por R$ 60,00. O Pantanal conseguiu com Santa Cruz de Capibaribe e está cultivando para repassar pros outros grupos.

A mudança de hipocondríaco para remédio natural. Ex.: Maura, de São Lourenço.

c) Quais as dificuldades para fazer atividades e manter os grupos?

– Manter o grupo unido para fazer as atividades.
– Falta disposição, o pessoal está apático, por falta de amor ao próximo.
– Falta coragem para desenvolver as atividades. Falta perseverança.
– “Mas eu não deixo meu grupo por nada”, disse Petrolina do IESA. Se a gente ficar desmarcando os compromissos, o povo desacredita no que se faz e deixa de participar. Cada idoso é um multiplicador, daí todos são importantes. Precisamos ter compromisso com todos para o trabalho crescer no meio do povo.
– Outra dificuldade, é vencer o preconceito da população de quem faz remédio caseiro é curandeiro, macumbeiro. Não é por acaso que o povo pensa assim. Os ricos botaram isso na cabeça do povo pra indústria dos remédios lucrar mais.

d) Como melhorar as atividades e a organização?

-Ter consciência do que faz.
– Precisamos voltar às origens. Recuperar a memória do povo.
– Os remédios na sua maioria são feitos com as plantas que são medicinais. E mais descobertas estão sendo feitas. Pe. João veio saber, no Brasil, que a penicilina é uma planta.
– Divulgar mais nossas experiências.
– Unir as Comunidades.

De volta do almoço, fizemos brincadeira para ver a necessidade do outro pra fazer uma ação (abrir um confeito); cantamos…

Doenças físicas e emocionais

a) Quais as doenças mais comuns em nossas comunidades?
Derrame, hanseníase, virose, diabetes, reumatismo, verminose, câncer, gastrite, pressão alta, doenças nos ossos, doença nos olhos, muita gente com depressão…

b) Por que isto acontece?
– Falta de orientação, pois tomar remédio químico não é a solução.
– As pessoas não se amam, não se respeitam, não há diálogo.
Precisamos dar exemplo de outro tipo de vida, outro padrão de vida, outros hábitos, costumes, onde o amor seja o centro.

c) O que fazer?
– Fazer oficinas de alternativas de saúde, roda de conversas…
– Ouvir as pessoas, ficando atentos para entendê-las, compreender sua vida, seus problemas.
– Fazer visitas. Porém em casos de doenças emocionais, que sejam visitadas por pessoas que tenham experiência, para não piorar a situação do doente e consequentemente do grupo. Que o grupo seja unido para não atrapalhar.

Alimentação saudável e industrializada

a) Quais os alimentos usados nas refeições diárias?

– Arroz, integral, frutas em geral, feijão, frango, peixe, carne, pão, farinha, legumes, soja, guaraná, soja, bolacha, cuscuz, raízes, etc.

b) Por que não conseguimos mudar os nossos hábitos alimentares?

– Costumamos nos alimentar para encher o estômago e não temos a preocupação de consumir alimentos nutrientes, necessários para o fortalecimento do nosso corpo, sem nos empanturrar. Quantidade não é qualidade.
– Costumamos comer o que os nossos pais comiam. É um costume que passa de pais pra filhos e netos.
– A nossa situação não permite adquirir alimentos corretos.
– Falta de conhecimento de como aproveitar os alimentos que temos.
– Falta de convencimento. Se alimentar de tudo que se ver, se torna um vício. Você vai pela sua emoção, e não pela razão.

c) O que fazer?

– Aos poucos, precisamos mudar o tipo de alimento, no dia-a-dia. Substituir as carnes por verduras; refrigerantes por sucos. Tomar mais água.
– Precisamos resistir ao consumo de gorduras, guloseimas, massas e crescer os olhos para as frutas gostosas, fazer pratos bonitos, saborosos, com alimentos naturais.
– Precisamos nos informar das coisas que ajudam a obter os melhores nutrientes.

PLANO DE CONTINUIDADE – TRABALHO EM GRUPOS JUNTANDO AS ÁREAS MAIS PRÓXIMAS:

A) Como vamos continuar o nosso trabalho? Para melhorar a saúde pública e comunitária em nossas comunidades?

UR-1 e 27 DE ABRIL

– O 27 de Abril tem reuniões fixas semanais, nas 4ªs-feiras. Esse grupo é quem faz o trabalho da igreja na área e discute a saúde.
– A UR-1 ficou de fazer reunião mensal, na casa dos participantes, para facilitar a participação.
– Ficou a proposta das duas áreas se reunir uma vez por mês, a combinar local e horário; Para troca de experiências e fazer remédios caseiros, conforme a necessidade.

CHÃO DE ESTRELAS e PEIXINHOS

– Consolidar o grupo com as reuniões quinzenais, com celebrações.
– Convidar mais pessoas para ampliar o grupo, fazendo reuniões nas casas, por ruas.
– Continuar com o cloreto de magnésio.
– Criar laços de diálogo com os dois postos de saúde da comunidade, sem polemizar. Tem uma agente de saúde que já participa do grupo, que é filha do Ovídio, daí já existir uma cumplicidade em vista do diálogo.

PANTANAL e MILAGRES

Atividades comunitárias: organizar caminhadas, fazer os lambedores caseiros, fazer café coletivo, almoço coletivo entre as comunidades, terapia comunitária.

Saúde Pública: Buscar a Academia da Cidade para o Pantanal, eleger delegados para o Orçamento Participativo, uma vez que são 10 delegados, mas só um tem participado.
Pegar informações para entender como deve funcionar uma Unidade de Saúde (Posto médico) da Comunidade, em vista da gente se organizar para melhorar o seu funcionamento.
– Tentar conscientizar a comunidade e a Agente de Saúde através das reuniões.
– Ter reunião mensal com as duas Comunidades. Vão fazer multimistura juntas.

SÃO LOURENÇO DA MATA

– Continuar com as reuniões quinzenais. Vão fazer cloreto no dia 08/05.
– Vão fazer reunião no dia 24/04 e convidar duas agentes de saúde popular, quando vamos devolver esse encontro e se conhecer melhor o funcionamento do posto.
– Precisamos conhecer mais o distrito de saúde do nosso município.
– A partir da necessidade, criar uma articulação com as comissões das áreas, pra uma área visitar a outra, e assim aprender um com o outro e crescer juntos.

Para a gente continuar articulado e sair do isolamento, foi aprovado a criação de uma Comissão com representante de todas as áreas, ficando assim:

De Chão de Estrelas/Peixinhos – Seu Ovídio e seu Pedro.
Dos Milagres – Damiana e Suely.
Do Pantanal – Nice e Elizabeth.
De São Lourenço – Dona Marlene e Maura.
Da UR-1 – Cristiane e Oliveira
Do 27 de Abril – Levar pra discutir na área.

Na ocasião, Moisés fez o convite para a Festa de Santa Zita, padroeira do 27 de Abril e das empregadas domésticas. Estão fazendo a novena e no dia 26 o tema será Santa Zita na vida dos doentes. Dia 27 – Santa Zita na vida dos dizimistas e 28 – Santa Zita na vida da família.

MÍSTICA

Foi distribuído para todos participantes um saquinho com grãos de mostarda e uma mensagem sobre o Poder da Fé. Foi lida e comentada. “Se tivermos a fé do tamanho de um grão de mostarda, seremos capazes de remover montanhas, que são as dificuldades que aparecem para fazer o trabalho”.

Depois foi apresentada uma encenação do Evangelho sobre as Missões, onde Jesus (jovem da UJP) aparece perguntando sobre os problemas de saúde do povo e todos os problemas levantados no encontro foram citados pelo grupo de Saúde Comunitária. Outros participantes do encontro se integraram à apresentação interpretando o apóstolo Lucas, que era médico, que se interessou sobre o trabalho de saúde comunitário, que é coletivo e gratuito. A mensagem final foi de que “Devemos dar de graça o que de graça recebemos” e “Que o trabalho de Saúde ele não é uma tarefa, é uma Missão de compromisso com o Povo”. Lucas se despediu dizendo que ia divulgar esse trabalho em todo lugar. Vamos assumir esta Missão? Ele nos convidou.

Em seguida foi prestada uma homenagem ao nosso herói Tiradentes. Homem pobre, que na devesa de um escravo, foi condenado a dar todos os seus bens materiais. Mas ficou com sua maior riqueza, que era o seu amor ao povo, servindo aos mais pobres como dentista e curando com a medicina natural. Para homenagear esse trabalhador brasileiro, que lutou na defesa do povo brasileiro, e foi enforcado no dia 21 de abril, cantamos o Hino Tiradentes Vive!

AVALIAÇÃO DO ENCONTRO – DO QUE MAIS A GENTE GOSTOU?
– Gostei mais da apresentação de Jesus.
– Um dia de troca de experiências, onde aprendi mais.
– Rever os companheiros que continuam na luta.
– Ver a coragem dos companheiros que vieram de longe até aqui.
– A encenação mostrou o que nós queremos com o nosso trabalho. Todos contribuíram para o sucesso do encontro.
– O encontro nos fortaleceu, principalmente a UR-1, que está animada a continuar animando os que não vieram. A ideia de se reunir com as agentes de saúde que estão do lado do povo, foi muito boa.
– Os cartazes, o local ventilado, as ornamentações, as lembrancinhas que se ganhou; a alimentação uma gostosura, merece nossos agradecimentos.
– A participação dos que vieram de longe e os jovens na cozinha, cozinhando pra gente, merece destaque.
– O encontro ter dado certo, foi o resultado da discussão na base.
– Hoje parece que as pessoas estão mais unidas, vendo o que fazer para melhorar.
– O debate sobre a Saúde. Espero que saia do papel e vá para a prática.
– A troca de experiências e a articulação para cada área aprender com as outras.
– Tiramos plano para ajudar aqueles que mais precisam.
– Esse dia vai ficar marcado na minha vida. Eu senti que é possível mudar o mundo a partir das coisas simples, que são verdadeiras, construídas por nós, povo pobre.
– Os cânticos, músicas, o tema, discussão dos grupos com propostas capazes de podermos fazer.
– A Comissão que saiu para garantir a continuidade e assim sairmos do isolamento.
– As curas que foram citadas, dá a certeza da chegada. Precisamos alcançar as curas de todas as doenças, sejam elas físicas ou emocionais.
– Ter começado na hora certa e conseguir realizar o que foi planejado.

Finalizamos o encontro com uma apresentação teatral do grupo da UJP “Como Deus criou o mundo e com a evolução do sistema, como está hoje”.

Agradecemos a participação dos jovens da UJP e a contribuição que eles estão dando na Campanha contra a Bebida Alcoólica e finalizamos tirando mais uma foto com todos juntos.

“PARA O CORPO REMÉDIO CASEIRO,
PARA A ALMA AMOR VERDADEIRO”

“VIVA CRISTO EM NOSSA FRENTE E O NOSSO HERÓI TIRADENTES!”

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