Ministro das Relações Exteriores de Israel diz que devastação em Gaza foi uma 'coisa boa'

O ministro da Economia já havia dito que iria obstruir “qualquer acordo por um cessar-fogo”. Mais de 1.100 palestinos e 3 civis israelenses foram mortos.

Avigdor Liberman, ministro das Relações Exteriores de Israel. Foto: Jonathan Klinger/Creativa Commons
Avigdor Liberman, ministro das Relações Exteriores de Israel. Foto: Jonathan Klinger/Creativa Commons

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, disse que o exército israelense continuará suas operações militares na Faixa de Gaza após o fim do cessar-fogo, e descreveu as imagens da devastação em Gaza como uma “coisa boa”.
Em declarações ao jornal “Yedioth Ahranoth”, o político disse que o governo deve garantir a segurança dos cidadãos de Israel, não importa quantas horas e dias sejam precisos. “A trégua vai acabar à meia-noite e eu não tenho nenhuma dúvida de que o exército vai continuar as suas operações com toda a força, e depois vamos ver os resultados.”
Quando perguntado sobre as cenas de destruição em massa que foram transmitidas a partir da Faixa de Gaza, disse que “nossos soldados fizeram um bom trabalho”. Os militares, acrescentou, tem “plena autoridade” para alcançar as metas estabelecidas pelo gabinete israelense.
Enquanto isso, o ministro da Economia, Naftali Bennett, disse que iria obstruir qualquer acordo por um cessar-fogo, acrescentando que o objetivo da campanha militar é desmantelar foguetes do Hamas e destruir os túneis. Ele ressaltou que a pressão deve ser aumentada até que esses objetivos sejam realizados. “Vai levar um mês para destruir os túneis do Hamas completamente, e não dois ou três dias”, disse o ministro da Defesa, Moshe Ya’alon, na semana passada.
Ministros israelenses e membros do partido Likud expressaram sua oposição a qualquer acordo de cessar-fogo com as facções palestinas em Gaza. Segundo o ministro da Administração Interna, Gideon Sa’ar, “Israel deve rejeitar qualquer pressão para prolongar o cessar-fogo e deve continuar a campanha militar e expandi-lo para minar a infraestrutura do Hamas”. Suas opiniões foram compartilhadas por vários de seus colegas.
Mais de 1.100 palestinos foram mortos, com 3 fatalidades entre civis em Israel.
(Com informações do Middle East Monitor)

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