Meningite: sorogrupo W135 já é responsável por 11% dos casos da doença meningocócica no Rio de Janeiro

Há décadas o mundo se habituou a associar a bactéria Neisseria meningitidis a casos de meningite pelos sorogrupos A, B e C. Porém, um recente estudo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), em parceria com o Instituto Estadual de Infectologia São Sebastião, mostrou que um sorogrupo, chamado W135, antes quase inexpressivo, tem sido responsável por um crescente número de casos no Rio de Janeiro.

Publicada na última edição das Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, a pesquisa mostrou que o novo sorogrupo de importância epidemiológica já foi responsável por pelo menos um surto de meningite na região metropolitana do Rio de Janeiro, em 2004, e que possui capacidade para causar, além da meningite, a septicemia, forma mais grave de infecção invasiva pela bactéria.

Os diversos sorogrupos de N. meningitidis correspondem a cada uma das 12 possíveis estruturas conhecidas para a cápsula das células bacterianas, compostas por polissacarídeos. Até o fim da década de 1990, 90% dos casos ocorridos no mundo eram creditados aos sorogrupos A, B e C, enquanto o tipo W135 era considerado raro ou esporádico. Contudo, a situação mudou por volta do ano 2000, quando foi registrado o primeiro surto relacionado ao W135, iniciado na Arábia Saudita e propagado para o norte da África.

Leia mais na página do Instituto Oswaldo Cruz.

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