Mais que a fala, meu agir mostra quem sou. Ele induz a um processo humanizante?

Mais que a fala, meu agir mostra quem sou 

Ele induz a um processo humanizante?

 

Em um mundo propenso à  lassidão

A palavra empenhada é coisa rara

Aparelhos de ponta, na internet

Não garantem uma boa relação

 

Até podem ajudar isolamento

Eu me valho de meios sofisticados

 

Para ouvir e falar com quem eu quero…

Nessa bolha me torno ser excludente

 

E abuso de desculpas refinadas

Me acostumo a dizer somente “sim”

 

E, podendo ou não, deixo pra lá

Se me cobram, depois me justifico

 

Pois de tanto bater na mesma tecla

Já me sinto, no caso, um bom perito

 

Ninguém é obrigado a prometer

Se o faço, eu assumo um compromisso

 

Circunstância adversa ocorrendo,

Pode ser que não a cumpra, em tempo hábil

 

Banaliza promessa, quem não a cumpre

Surge, então, uma fábrica de excusas…

 

Sendo assim, a palavra vale pouco

Confiança, então, faço retrair

 

Valho só quanto vale minha atitude.

Confiança se esvai, quebra a palavra

 

Se desisto de fazer a autocrítica

Já não posso atestar por minha prática

 

Quanto mais se promete em profusão

tanto menos se cruprem o prometido

 

É nas horas incertas, que se sabe

Quem é mesmo o amigo verdadeiro

 

Onde está meu tesouro, aí também

Se encontra igualmente meu coração

 

João Pessoa, 10 de Janeiro de 2024

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