Máfia dos ingressos

Trata-se de erro grave acreditar que a polícia é de todo ruim. Como em toda profissão, há bons e maus profissionais. Segue abaixo um bom exemplo de como a polícia civil do Rio trabalha em benefício da população. E, muito importante frisar: apesar de esse texto estar na página da PC na internet desde anteontem, as corporações de mídia ainda não despertaram para sua existência. A operação Gol de Mão, deflagrada no dia 5/12, prendeu oito pessoas e expôs uma dura realidade: as próprias empresas que fabricam os ingressos de jogos e shows repassam uma cota para cambistas. Só no jogo entre Flamengo e Grêmio o lucro dos bandidos teria chegado a 4,5 milhões de reais. E enquanto isso os torcedores sofrendo e apanhando da PM nas bilheterias do Maracanã.
Segue abaixo o rilisi da PC, assinado por Ramon Mendonça. Fonte: http://www.policiacivil.rj.gov.br/exibir.asp?id=8167.
O objetivo foi investigar fraudes e desvios de ingressos produzidos para jogos e shows
Dez pessoas foram presas e oito mil ingressos apreendidos durante a operação denominada “Gol de mão”, realizada pela Delegacia do Consumidor (DECON), no último sábado (5/12). A ação teve como objetivo combater fraudes na produção e comercialização de ingressos.
De acordo com o titular da Decon, delegado Roberto Ramos, as investigações tiveram início em setembro e as prisões foram realizadas em Nova Iguaçu, São Gonçalo e Capital. Também foram apreendidos computadores, softwares, documentos e duas armas: um revólver calibre 38 e uma pistola.
Segundo o delegado Rodrigo Oliveira, diretor do Departamento de Polícia da Especializada (DPE), o esquema funcionava da seguinte maneira: a empresa produzia os ingressos para os jogos, comprava parte dos ingressos e os repassava para o mercado negro (cambistas).
“A operação visa investigar fraudes na produção e comercialização de ingressos e atende às premissas internacionais de segurança nessa área, visto que o Brasil vai sediar ano que vem as Olimpíadas Militares, a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas de 2016.”, assegurou Rodrigo.
O delegado afirmou ainda que o lucro da quadrilha, só com o jogo do Flamengo e Grêmio, realizado no último domingo (6/12), poderia chegar à 4 milhões e meio de reais caso todos os ingressos tivessem chegado ao mercado negro. O ágio chegaria a 500%.
Também havia um esquema conhecido como fura-fila que envolvia um funcionário da empresa, um bilheteiro e o organizador da fila para a venda de ingressos. Nessa situação, eram vendidos mais ingressos que o permitido para o comprador envolvido no esquema.
Os nomes da empresa e dos envolvidos estão sob sigilo de justiça. A empresa tem sede em São Paulo e funciona dentro do Maracanã. Uma pessoa envolvida no esquema, continua sendo procurada pela polícia.

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