Homem é assassinado na Maré pela polícia, denunciam moradores

Da redação. Atualizado às 22/10/2011 – 10h50

De acordo com as primeiras informações de moradores do Complexo da Maré, um homem foi baleado nesta manhã (22) no Complexo da Maré. Segundo dezenas de moradores que protestam no local neste momento, o homem não tinha qualquer ligação com a ação da Polícia Civil. Segundo o jornal O Dia, o homem foi identificado como Altair Bento de Oliveira, 46 anos, foi baleado e morreu na porta de casa, na Rua Ari Leão.

A Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência informou que, segundo informações obtidas pelos moradores da Maré, Altair havia levado sua esposa ao ponto de ônibus. Quando retornava, já próximo à sua casa, teria levado um tiro pelas costas. Algumas pessoas que estavam na rua neste momento afirmam que o tiro partiu dos policiais. Além disso, ainda de acordo com os moradores, os policiais que participavam da ação ameaçaram testemunhas que viram o que aconteceu.

Do jornal O Dia: “Segundo o irmão de Altair, Aloísio Oliveira, ele voltava para casa após levar a esposa no ponto de ônibus. “Meu irmão se preocupava muito com a segurança. Ele sempre mantinha o portão da rua fechado, mas morreu na porta de casa”, lamentou. Ainda de acordo com Aloísio, foi possível ouvir barulho de helicóptero, seguido de fogos de artifício e um tiro. O aposentado Auton Mateus, 56, morador da região, disse que agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) estavam em uma padaria na Rua Maurício de Nassau. De acordo com ele, um tiro foi disparado e um homem correu até a Rua Ari Leão, seguido pelos policiais. O clima ficou tenso na comunidade e moradores protestaram contra a morte de Altair, que estava desempregado e trabalhava na reforma de um comércio localizado ao lado de sua residência.”

Segundo autoridades policiais, uma operação realizada nas comunidades Parque União e Nova Holanda tinha como objetivo “cumprir quatro mandados de prisão e seis de busca e apreensão contra uma quadrilha acusada de praticar sequestros relâmpagos, roubos de veículos e a residência na Ilha do Governador e adjacências.” (jornal O Dia)

As operações do BOPE, informa o jornal, são criticadas por moradores e representantes de Organizações Não Governamentais (ONGs), principalmente as abordagens dos policiais. “Abriram a porta da casa da minha vizinha e reviraram tudo. Ela estava com os dois filhos pequenos e ficou apavorada”, reclamou um mecânico, de 32 anos. Em dois dias, sete pessoas foram baleadas. O coordenador do Observatório de Favelas, Jailson de Souza, propôs a suspensão da operação, até que a Secretaria de Segurança esclareça os objetivos da ação. “Várias comunidades reclamam. É direito do cidadão saber o que acontece. A secretaria tem que explicar”.

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