Há uma parte minha que passa de um dia para o outro

Há uma parte minha que passa de um dia para o outro

É o meu rio interno

A agua que passa por dentro de mim e transborda

É o que me une a mim mesmo e ao meu ambiente em volta.

Equivocadamente julguei durante algum tempo

Que fosse uma debilidade ou defeito

Ao contrário, é a minha fortaleza

É como Deus está em mim.

É o que me trouxe pelas ruas e pelas beiras

Os bordes por onde ando

As laterais dos caminhos por onde andei

Não sei ao certo o que foi que me trouxe a estas águas

E sei, sim, mas não me associo nem associo o meu rio interno

A determinadas circunstâncias doloridas.

Seria uma glorificação da dor que recuso

Talvez seja mais um florescimento

Um vir a ser, um nascer contínuo

Que me arremessa de agora em agora para um agora

Sem tempo, eterno e indiviso

Desde donde avisto o ser que sou e o mundo em que vivo

Em que poso viver.

O silêncio não é algo que eu deva evitar

É aí onde me escuto e escuto.

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